Vício em jogo: como identificar os sinais e onde buscar ajuda
A expectativa por grandes prêmios pode se tornar um problema; entenda o que é a ludopatia e como tratar a compulsão
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A promessa de prêmios milionários em loterias alimenta sonhos em todo o país. Para a maioria, é uma diversão casual. No entanto, para uma parcela da população, a busca incessante pela sorte pode se transformar em um problema sério: o vício em jogo, também conhecido como ludopatia.
Esse comportamento não é uma falha de caráter, mas um transtorno mental reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), classificado no CID-11 como Transtorno de Jogo. A condição se caracteriza pela incapacidade de resistir ao desejo de apostar, mesmo quando isso gera consequências negativas graves para a vida pessoal, financeira e profissional do indivíduo.
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O cérebro de uma pessoa com ludopatia reage ao jogo de forma semelhante à de um dependente químico a uma droga. A expectativa da recompensa libera dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer, criando um ciclo de busca por essa sensação. Com o tempo, é preciso apostar valores cada vez mais altos para atingir o mesmo nível de euforia.
Como identificar os sinais do vício em jogo?
Reconhecer a compulsão é o primeiro passo para buscar tratamento. Alguns comportamentos são alertas importantes e indicam que a prática deixou de ser apenas um entretenimento. Fique atento se a pessoa:
passa a maior parte do tempo pensando em apostas, planejando como conseguir dinheiro para jogar;
tenta controlar, diminuir ou parar de jogar, mas não consegue;
mente para familiares e amigos para esconder a frequência e os valores envolvidos nas apostas;
aposta para escapar de problemas ou aliviar sentimentos de ansiedade e tristeza;
coloca em risco relacionamentos, o emprego ou oportunidades de estudo por causa do jogo;
pede dinheiro emprestado para cobrir prejuízos e continuar apostando.
Onde buscar ajuda?
O tratamento para a ludopatia existe e é acessível. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte gratuito nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O caminho inicial é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, que fará o encaminhamento adequado para o serviço especializado.
Grupos de apoio, como os Jogadores Anônimos (JA), também desempenham um papel fundamental na recuperação. Inspirados nos Alcoólicos Anônimos, eles promovem reuniões onde os membros compartilham experiências e se apoiam mutuamente para superar a compulsão, oferecendo um ambiente seguro e sem julgamentos.
A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é outra ferramenta eficaz. Ela ajuda o paciente a identificar os gatilhos que levam ao jogo compulsivo e a desenvolver novas estratégias para lidar com os impulsos e as emoções de forma saudável.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.