Uma malformação congênita que provoca aberturas na região do lábio e do palato (céu da boca), a fissura labiopalatina pode comprometer funções essenciais como respirar, mastigar e falar. No Hospital da Baleia, por meio do Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissura Labiopalatal e Deformidade Craniofacial (Centrare), cerca de 8 mil pacientes estão em acompanhamento contínuo, com idades entre 0 e 18 anos.
"A fissura labiopalatina envolve não só a forma da face, como a função de diversas estruturas. Por isso, o tratamento precisa ser multidisciplinar, com acompanhamento desde pediatra até equipe de cirurgia plástica e otorrinolaringologia", explica o cirurgião plástico do Hospital da Baleia, Bruno Meilman.
- Caso raro: dente nasce dentro do nariz de criança de 3 anos no Paraná
- Brasileira com fissura labiopalatina se torna modelo de batom
Entre as especialidades envolvidas, a fonoaudiologia ocupa lugar importante. Sem a correção, o ar que deveria sair pela boca passa a escapar pelo nariz, comprometendo a fala da criança. "O acompanhamento é feito desde a gestação da criança até a vida adulta. Além das questões funcionais e estéticas, são tratados aspectos psicológicos, como a autoestima, e também exercícios para melhora da respiração e dicção do paciente", reforça o médico.
O Centrare reúne uma equipe formada por assistente social, cirurgião bucomaxilofacial, cirurgião plástico, enfermeiro, fonoaudiólogo, nutricionista, ortodontista, otorrinolaringologista, pediatra, geneticista e psicólogo. O Hospital da Baleia também oferece ala de internação, além de CTI adulto e infantil quando necessário.
Leia Mais
Crianças com fissura labial costumam ser operadas por volta dos seis meses de idade, enquanto aquelas com fissura de palato são tratadas por volta de um ano e seis meses. Já os casos que envolvem lábio e palato seguem um tratamento escalonado, começando pelo lábio e depois avançando para a cirurgia do palato.
Dalgisa acompanhando o tratamento de seu filho Lucas, de um ano e nove meses
Quem vive o tratamento de perto
Esse desafio é parte da rotina de Dalgisa Siqueira, 39 anos, técnica de farmácia e moradora de Timóteo, no interior de Minas Gerais. Seu filho, Lucas, hoje com um ano e nove meses, é acompanhado desde os três meses de idade. O diagnóstico veio durante um exame de ultrassom morfológico, ainda na gestação.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
"Foi um susto, com certeza. A gente ficou muito preocupada, porque nem tinha conhecimento sobre a fissura. Mas, depois de conhecer mais sobre o assunto, foi aliviando um pouco. A gente ficou mais tranquilo depois que ele nasceu e vimos que estava tudo bem, que a fissura era algo que tinha correção", relembra Dalgisa.
