Casos de intoxicação alimentar, que periodicamente ganham destaque no noticiário, acendem um alerta sobre a segurança dos alimentos que consumimos fora de casa. Isso levanta uma dúvida comum: como a Vigilância Sanitária fiscaliza os restaurantes? O trabalho dos fiscais é detalhado e segue critérios técnicos rigorosos, definidos principalmente pela resolução RDC nº 216/2004 da Anvisa, para garantir que a comida servida seja segura para o consumo.
As inspeções podem acontecer de forma rotineira, como parte do calendário do órgão, ou ser motivadas por denúncias de consumidores. A frequência das vistorias pode variar conforme o risco sanitário de cada estabelecimento e a legislação municipal. Ao chegar a um restaurante, a equipe de fiscalização se identifica e inicia uma avaliação completa, que vai muito além da aparência do salão principal. O foco é a cozinha e as áreas de armazenamento.
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O que os fiscais avaliam?
Os fiscais analisam uma série de itens para garantir que as boas práticas de manipulação de alimentos sejam seguidas. A avaliação cobre desde a origem dos ingredientes até a forma como o lixo é descartado. Confira os principais pontos observados durante uma vistoria:
Higiene do ambiente: avaliação de pisos, paredes, tetos e bancadas, que devem estar limpos e em bom estado de conservação. A limpeza de equipamentos, como fogões e coifas, também é verificada.
Manipulação dos alimentos: os fiscais observam se os funcionários usam uniformes limpos, toucas e luvas quando necessário. A higiene pessoal, como unhas curtas e mãos lavadas corretamente, é um ponto crucial.
Armazenamento e validade: a organização do estoque é fundamental. Produtos crus não podem ser guardados junto de cozidos para evitar contaminação cruzada. A temperatura de freezers e geladeiras é medida e os fiscais checam a validade de todos os produtos.
Qualidade da matéria-prima: a origem dos ingredientes é verificada. O estabelecimento deve comprovar, por meio de notas fiscais, que adquire produtos de fornecedores legalizados.
Controle de pragas e água: é preciso apresentar certificados de dedetização e de limpeza da caixa d'água. A qualidade da água utilizada no preparo dos alimentos também é analisada.
Documentação: o alvará de funcionamento e o manual de boas práticas do estabelecimento devem estar em dia e disponíveis para consulta.
Caso irregularidades sejam encontradas, as penalidades variam conforme a gravidade. O restaurante pode receber desde uma notificação com prazo para adequação até multas e apreensão de mercadorias. Em situações mais graves, que coloquem a saúde pública em risco iminente, o estabelecimento pode ser interditado imediatamente.
Qualquer cidadão que suspeite de problemas de higiene em um estabelecimento pode registrar uma denúncia na Vigilância Sanitária de seu município, geralmente por telefone ou pelo site da prefeitura.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
