A jornada pela maternidade e paternidade carrega uma carga significativa de sentimentos como medo, ansiedade e expectativa, que podem ser desorientadores. No caso das técnicas de reprodução assistida, como a Fertilização in Vitro (FIV), Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana, afirma que “preparar a mente e acolher o casal emocionalmente é tão crucial quanto o estímulo hormonal e o laboratório”.
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De acordo com o médico, a saúde emocional influencia a adesão ao tratamento, a continuidade do processo e até mesmo a resposta do organismo aos procedimentos. “O estresse não bloqueia a fertilidade diretamente, mas o cortisol elevado pode alterar ciclos hormonais. Por isso, o manejo do estresse é essencial para melhorar a qualidade de vida durante todo o processo”, explica.
O "antes" é fundamental
Alfonso defende que o tratamento de reprodução assistida deve começar muito antes do procedimento em si. “O ‘antes’ da FIV é fundamental. Envolve o preparo emocional e a rotina do casal, não apenas o dia do procedimento. Casais emocionalmente preparados, com apoio mútuo e resiliência, tendem a ter um caminho mais organizado e sustentável, mesmo diante de resultados negativos”, destaca.
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Para o especialista, uma abordagem humanizada, com suporte psicológico integrado ao tratamento para acolher as preocupações dos pacientes e lidar com o medo do desconhecido, é um serviço obrigatório das clínicas de reprodução. “A ciência e a empatia caminham juntas”, diz.
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“A clínica de reprodução deve ser um espaço de escuta e respeito, onde as inquietações são ouvidas e compreendidas”, reforça Alfonso. “Ela deve oferecer aos casais não apenas tecnologia de ponta, mas também o suporte emocional necessário para enfrentar um dos momentos mais significativos de suas vidas.”
