Crianças que adoecem com frequência, apresentam infecções recorrentes ou parecem estar sempre com a imunidade baixa acendem um sinal de alerta que vai além das doenças em si. Em muitos casos, esse cenário pode impactar diretamente o crescimento e o ganho de peso.
De acordo com o nutrólogo pediatra Christopher Shu, existe uma relação importante entre imunidade e estado nutricional e ela funciona como um ciclo. “Crianças com baixa imunidade tendem a adoecer mais, e isso pode reduzir o apetite, aumentar o gasto energético do organismo e, consequentemente, dificultar o ganho de peso”, explica o médico.
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Por que a criança que vive doente pode não ganhar peso?
Segundo o especialista, quando o organismo está combatendo infecções com frequência, ele entra em um estado de maior demanda metabólica. “Durante uma doença, o corpo precisa de mais energia para se recuperar. Ao mesmo tempo, é comum a criança comer menos, seja por falta de apetite, mal-estar ou sintomas como dor de garganta e febre”, destaca Christopher Shu.
Esse desequilíbrio - gastar mais e ingerir menos - pode comprometer o crescimento. “Se isso acontece de forma repetida, a criança pode ter dificuldade em ganhar peso e até apresentar um atraso no desenvolvimento”, alerta.
Um ciclo que se retroalimenta
A relação entre imunidade e baixo peso não é linear - tende a formar um ciclo difícil de quebrar. “Uma criança com baixo peso pode ter deficiência de nutrientes importantes, como vitaminas e minerais, que são fundamentais para o sistema imunológico. Isso faz com que ela fique mais suscetível a infecções”, explica o médico.
E o ciclo continua. “Quanto mais a criança adoece, menos ela se alimenta e mais difícil fica recuperar o peso adequado.”
Sinais de atenção
Alguns comportamentos e sinais podem indicar que a baixa imunidade está impactando o ganho de peso. “Infecções frequentes, falta de apetite, cansaço, dificuldade para ganhar peso e até queda no rendimento escolar podem estar relacionados”, aponta o especialista.
Nesses casos, a avaliação médica é essencial para investigar as causas e orientar o tratamento adequado.
O que pode estar por trás?
Além das infecções, outros fatores podem contribuir para esse quadro. “Alimentação pouco variada, baixa ingestão de nutrientes, sono inadequado e até questões emocionais podem influenciar tanto a imunidade quanto o apetite”, afirma o pediatra.
Como ajudar a criança na prática
Com acompanhamento adequado, é possível reverter esse cenário. “O primeiro passo é garantir uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes. Em alguns casos, pode ser necessário suplementar vitaminas, sempre com orientação médica”, orienta.
O especialista também reforça a importância da rotina. “Ter horários regulares para alimentação, sono de qualidade e estímulo a hábitos saudáveis faz toda a diferença no fortalecimento da imunidade.”
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Olhar atento faz diferença
Mais do que episódios isolados de doença, é o padrão que deve chamar atenção dos pais. “Criança que vive doente e não ganha peso precisa ser avaliada. Quanto antes identificarmos a causa, maiores são as chances de recuperar o crescimento e a saúde de forma adequada”, reforça Christopher Shu.
