Às vésperas do Dia das Mães, muitas mulheres começam a refletir sobre a maternidade. Algumas, sem parceiro ou parceira, têm optado por realizar esse sonho de forma independente e não mais atrelado a formação de um casal. No entanto, ao decidir pela produção via banco de sêmen, a futura mãe solo entra em um território onde a autonomia individual encontra limites éticos e legais estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
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Ao buscar um banco de sêmen (seja ele nacional ou internacional), a mulher tem acesso a um catálogo de informações sobre o doador para garantir a compatibilidade e a saúde do futuro bebê. A escolha do perfil do doador (fenótipo) é de responsabilidade dos pacientes. Conforme a regulamentação do CFM, é possível escolher características como, cor de olhos, cabelo, pele, altura e tipo de sangue, além de informações ocasionalmente disponíveis como estudos, hobbies ou religião.
“O material pode ser utilizado na fertilização in vitro (FIV) ou na inseminação artificial. O processo vai depender da avaliação médica da mulher que gerará a criança. Na FIV, o óvulo é fecundado em laboratório e o embrião é transferido para o útero da futura mãe. No segundo caso, o material é inserido dentro do útero da mulher em momento próximo ao da ovulação”, explica a ginecologista e especialista em fertilidade da Clínica Origen BH, Bruna Coimbra.
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O papel da clínica de reprodução
É importante lembrar que o médico responsável pelo tratamento tem o dever ético de garantir que a escolha do doador não fira o princípio da não-discriminação. O objetivo da seleção deve ser a saúde do binômio mãe-filho e a realização do projeto parental de forma ética.
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Embora o Brasil seja rigoroso quanto ao anonimato do doador do sêmen, a tendência global caminha para o fim do sigilo, priorizando o direito da criança de conhecer sua origem genética. Ao escolher um banco internacional, a mãe solo brasileira já pode optar por essa modalidade de "identidade aberta".
