Ser mãe costuma significar viver em estado de alerta permanente. Entre trabalho, casa, filhos, compromissos e a tentativa diária de dar conta de tudo ao mesmo tempo, o autocuidado quase sempre fica para depois. O cansaço vira rotina, o sono perde qualidade e sintomas como irritabilidade, fadiga, disfunções hormonais e metabólicas passam a ser tratados como algo normal.

Um estudo, conduzido pela The University of Manchester e pela University of Essex, mostrou que mães que trabalham em tempo integral e criam dois filhos apresentam níveis de estresse crônico até 40% maiores do que mulheres sem filhos que também trabalham em tempo integral. Quando há apenas um filho, esse aumento chega a 18%.

A pesquisa analisou dados de 6.025 participantes do UK Household Longitudinal Survey e avaliou 11 biomarcadores ligados ao estresse prolongado, incluindo cortisol, conhecido como hormônio do estresse, pressão arterial e indicadores metabólicos. O levantamento reforça o que muitas mulheres já vivem na prática: a sobrecarga da maternidade somada às demais atividades do dia a dia impacta diretamente a saúde física e hormonal.

Segundo a endocrinologista e metabologista Elaine Dias JK, o cortisol é um hormônio essencial para o funcionamento do organismo, responsável pela regulação do metabolismo, resposta inflamatória, manutenção da glicose no sangue e adaptação ao estresse. O problema começa quando ele permanece elevado por longos períodos.

“O cortisol alto de forma crônica interfere no sono, aumenta processos inflamatórios, favorece resistência à insulina, dificulta o emagrecimento e impacta diretamente a saúde hormonal da mulher. Muitas mães chegam ao consultório exaustas, com fadiga persistente, alterações menstruais, queda de cabelo e sem perceber que o corpo está respondendo a uma sobrecarga prolongada”, explica.

Para Elaine, um dos maiores erros é normalizar o esgotamento materno. “Existe uma romantização do cansaço extremo, como se fosse esperado que toda mãe estivesse sempre exausta e se anulando. Isso não é normal. O corpo dá sinais claros de que algo precisa de atenção. Quando falamos de saúde feminina, olhar para hormônios, sono, nutrição e saúde emocional é fundamental”, ressalta a especialista.

A rotina intensa também costuma afetar a alimentação. Pular refeições, depender de soluções rápidas e negligenciar nutrientes importantes se torna comum e comprometem os níveis de vitaminas e minerais no organismo, principalmente entre mulheres que priorizam todos à sua volta antes de si mesmas.

A nutricionista da Vitafor, Lucila Santinon, alerta que esse cenário compromete energia, imunidade e qualidade de vida. Nesse sentido, ela destaca a suplementação como aliada para o bem-estar materno.

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“A suplementação não substitui uma boa alimentação, mas pode ser uma aliada importante para suprir deficiências nutricionais, melhorar disposição, apoiar a saúde hormonal e fortalecer aspectos como imunidade, metabolismo energético e até saúde da pele e do cabelo, que também sofrem com o estresse e a falta de vitaminas e nutrientes”, afirma. Porém, Lucila ressalta a importância de prescrição profissional para incorporar os suplementos à rotina.

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