Presente na rotina alimentar de muitas crianças, o leite de vaca segue sendo um alimento importante para o crescimento e desenvolvimento infantil. Fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio,vitaminas D e do complexo B, ele contribui para a formação óssea, apoia o bom funcionamento do sistema imunológico, e o desenvolvimento geral, fatores importantes, especialmente, na infância.
Esse contexto ganha um novo olhar a partir de um estudo conduzido por pesquisadores da University of Toronto, que reacende o debate sobre o papel das gorduras na alimentação infantil. A pesquisa aponta uma associação entre o consumo de leite de vaca integral (que contém 3,25% de gordura) e menores indicadores de adiposidade em crianças aos 5 anos de idade, além de uma menor probabilidade de obesidade nesse grupo quando comparado àquelas que consomem versões com redução de gordura.
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O levantamento analisou três pontos principais: a frequência de consumo de leite, o tipo consumido (integral ou com redução de gordura) e possíveis diferenças na composição corporal das crianças. A partir disso, os pesquisadores sugerem que a discussão sobre recomendações nutricionais pode e deve ser mais complexa do que a simples redução de gordura na dieta infantil.
Leite na infância: parte de um contexto alimentar equilibrado
Para além da discussão sobre o teor de gordura, diversos estudos mostram que, quando inserido em um contexto de estilo de vida saudável, o consumo de leite e derivados na infância e adolescência está associado benefícios relacionados a saúde óssea, composição corporal e, potencialmente, desempenho cognitivo. Ou seja, o leite de vaca segue sendo um alimento relevante na alimentação infantil, especialmente após o primeiro ano de vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o alimento pode ser introduzido a partir dos 12 meses, contribuindo como fonte de nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento.
Diferentemente de países como Canadá e Estados Unidos, que recomendam o consumo de leite com redução de gordura para crianças a partir dos 2 anos como estratégia de prevenção da obesidade, no Brasil não há uma orientação expressa nesse sentido.
Esse contexto reforça a importância de olhar para a alimentação infantil de forma integrada. “Não existe um único alimento responsável pelo ganho ou perda de peso. O que realmente faz diferença é o padrão alimentar e o estilo de vida da criança como um todo. No entanto, o leite é, sem dúvidas, um importante aliado do desenvolvimento infantil, porque ele tem alta densidade nutritiva”, complementa Priscila.
“Muitas crianças e adolescentes apresentam uma ingestão de cálcio insuficiente, cenário associado à redução do consumo de laticínios nessa fase. Nesse contexto, o leite se destaca como o principal alimento fonte de cálcio na alimentação humana. Considerando a rotina corrida das famílias, o leite UHT surge como uma opção prática, segura e acessível para o dia a dia, facilitando o consumo regular e contribuindo para a adequação nutricional”, avalia a nutricionista.
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