A malária é uma doença infecciosa de alcance global, com maior incidência em países tropicais e subtropicais, causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. No Brasil, os tipos mais frequentes da doença são causados pelo Plasmodium vivax (P. vivax), considerado o mais comum, e pelo Plasmodium falciparum (P. falciparum), este o mais grave por sua maior severidade e potencial letal.
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Entre os sintomas mais frequentes estão febres, calafrios, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, sudorese, náuseas e cansaço. Segundo a infectologista e diretora clínica do Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), Raquel Bandeira, “como esses sinais podem se confundir com outras doenças febris, o atendimento precoce é essencial para confirmar o diagnóstico rapidamente, iniciar o tratamento correto e evitar complicações graves e mortes, sobretudo nos casos por Plasmodium falciparum”.
Neste sábado (25/4), será lembrado o Dia Mundial da Luta Contra a Malária, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para Raquel, “campanhas como o Dia Mundial ajudam a divulgar sinais de alerta, prevenção, diagnóstico rápido e tratamento oportuno, além de mobilizar governos e serviços de saúde”.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em 2024, as Américas registraram 536.700 casos da doença e cerca de 136 mortes.
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Já no Brasil, entre janeiro e março de 2025, houve uma redução de 26,8% nos casos, em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 25.473 ocorrência. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento fazem parte da resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), com protocolos nacionais definidos pelo Ministério da Saúde.
Prevenção
A combinação de medidas individuais e coletivas é a principal forma de prevenção contra a malária. “Evitar picadas de mosquito; usar barreiras físicas como mosquiteiros; adotar repelentes e roupas que cubram mais o corpo em áreas de risco; além de ações de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento rápido dos casos, que também ajudam a reduzir a transmissão”, lista a infectologista.
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Embora a OMS reconheça duas vacinas contra a malária (a RTS,S e a R21), principalmente para uso em crianças em áreas de alta transmissão na África, a especialista afirma: “Elas representam um avanço importante, mas ainda não substituem as demais medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. No Brasil, o controle da doença continua baseado principalmente em vigilância, testagem e tratamento precoce”.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a região amazônica concentra mais de 99% dos casos de malária no país. Embora Minas Gerais não esteja em área endêmica, a formação de profissionais de saúde capacitados para reconhecer os sintomas é crucial.
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“Em regiões não endêmicas, a chance de atraso diagnóstico é maior, e isso pode elevar a gravidade e a letalidade. Por isso, formar profissionais capazes de suspeitar de malária diante de febre e antecedente epidemiológico é decisivo para salvar vidas, iniciar tratamento em tempo oportuno e evitar complicações”, destaca a infectologista.
