SEQUELAS

Pós-COVID enfrenta barreiras de aceitação e desconhecimento: entenda

Guia recém-lançado pelo Ministério da Saúde padroniza nome das manifestações e busca orientar profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento

Publicidade
Carregando...

Desde o início do surto de COVID-19 até setembro do ano passado, cerca de 40 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus Sars-Cov-2. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 25% dos infectados continuam enfrentando sintomas meses ou anos após a fase mais aguda da infecção.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Problemas de memória, fadiga, alterações de paladar, depressão ou dificuldades respiratórias são alguns dos relatos mais frequentes. Esse conjunto de manifestações passou a ser chamado oficialmente pelo ministério de "condições pós-COVID".

Em janeiro de 2026, foi publicado o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-COVID, trabalho de uma equipe multiprofissional formada por especialistas de diferentes regiões do país. O documento busca orientar profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) no reconhecimento, diagnóstico e tratamento dessas manifestações, que podem atingir múltiplos sistemas do organismo.

A expressão "condições pós-COVID" padroniza os vários nomes diferentes já utilizados para o quadro, tais como "COVID longa" e "síndrome pós-COVID", entre outros. 

Karen Ingrid Tasca é pesquisadora da Faculdade de Medicina da Unesp, campus de Botucatu, e participou da elaboração do guia, oficializado por meio de uma portaria do Ministério da Saúde publicada no início de abril. Ela afirma que "é difícil tanto para o paciente ter a autopercepção da condição pós-COVID, como para o próprio profissional de saúde diagnosticá-la".

Em 2021, ainda no auge da pandemia, foi lançado um manual para avaliação e manejo de condições pós-COVID na atenção primária à saúde. Segundo Karen, o intervalo de cinco anos para a conclusão do guia está relacionado a diversos desafios, incluindo a falta de atualização dos profissionais de saúde, a compreensão do próprio paciente e a busca pelo serviço de saúde, a descrença e o desconhecimento da sociedade.

"O tratamento depende muito do tipo de sintoma apresentado pelo paciente. Como as manifestações são bastante variadas, não existe uma única abordagem terapêutica", afirma a especialista, que não vê motivos para barreiras de aceitação e desconhecimento sobre essas condições.

A pesquisadora enfatiza que a prática clínica deve ser pautada estritamente por evidências. "Existe grande quantidade de estudos científicos sobre o tema, incluindo revisões sistemáticas e meta-análises, que são os níveis mais elevados de confiabilidade científica porque são pesquisas com metodologias muito robustas."

"A literatura científica que mostra que as condições pós-COVID existem é bastante consistente. O desafio é fazer com que essa informação chegue a todos os profissionais e seja incorporada na prática clínica", complementa.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Leia a entrevista completa da pesquisadora concedida para o Jornal da Unesp.

Tópicos relacionados:

covid-longa covid-19 pos-covid pos-pandemia

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay