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Cicada: o que a ciência já descobriu sobre a nova variante da COVID-19

Com mais de 70 mutações na proteína spike e detectada em 23 países, linhagem BA.3.2 desperta atenção global. Veja o impacto nas vacinas e na gravidade da doença

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A comunidade científica e as autoridades de saúde globais voltaram seus olhos para uma nova linhagem do Sars-CoV-2. Identificada tecnicamente como BA.3.2, a variante ganhou o apelido de "cicada" (cigarra, em português) e já foi registrada em pelo menos 23 países até fevereiro de 2026. Embora o número de mutações impressione, análises iniciais indicam que ainda não há motivo para alarme generalizado.

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Por que "cicada"?

O apelido, que faz referência ao inseto que permanece longos períodos sob a terra antes de emergir em massa, foi escolhido devido ao comportamento da variante. Detectada pela primeira vez na África do Sul em 22 de novembro de 2024, a BA.3.2 passou um longo período em baixa circulação, sem detecções expressivas, até começar a se espalhar rapidamente a partir de setembro de 2025.

O diferencial genético: 70 mutações

De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a cicada é descrita como "altamente divergente". O principal ponto de atenção são as 70 a 75 mutações concentradas na proteína spike, a estrutura que o vírus utiliza para invadir as células humanas.

Esse alto grau de mutação levanta duas questões principais entre os especialistas:

- Escape de anticorpos: análises iniciais da Global Virus Network (GVN) sugerem que a variante exibe características que facilitam a fuga da resposta imunológica.

- Eficácia vacinal: como as vacinas atuais foram desenhadas com base na linhagem ômicron (especialmente a JN.1), a distância genética da cicada pode reduzir o encaixe dos imunizantes, embora a proteção contra casos graves ainda seja esperada.

Gravidade e sintomas

Apesar das mudanças genéticas, não há, até o momento, evidências de que a cicada cause uma doença mais agressiva do que as variantes anteriores. Segundo especialistas da Northeastern University, o foco atual é o monitoramento da disseminação, e não uma mudança no perfil de risco clínico.

Os sintomas relatados são consistentes com os de outras variantes recentes:

- Dor de garganta, tosse e congestão nasal

- Cansaço extremo e dor de cabeça

- Febre

- Sintomas gastrointestinais, como náusea ou diarreia

Cenário global e no Brasil

Nos Estados Unidos, a variante já foi identificada em 29 estados por meio de vigilância genômica e rastreamento em esgoto, além de testes em viajantes. Na Europa, países como Dinamarca, Alemanha e Holanda registraram um aumento nas detecções semanais entre o fim de 2025 e o início de 2026. No Brasil, não há registros oficiais da presença da cepa.

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A GVN e o CDC reforçam que, embora o escape imune possa aumentar a probabilidade de reinfecções, isso faz parte da evolução natural do vírus. A recomendação atual é manter as precauções padrão e focar na proteção de grupos de risco. "Neste momento, a COVID é algo que faz parte do nosso dia a dia, semelhante à gripe", afirma Neil Maniar, diretor de saúde pública da Northeastern University.

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