O que são alimentos ultraprocessados? Conheça quais os riscos do consumo
Além dos nuggets: entenda a classificação dos alimentos e saiba por que os ultraprocessados são considerados vilões da alimentação saudável
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Popularmente se diz que nuggets, salsichas e macarrão instantâneo fazem mal à saúde. O que talvez o consumidor não saiba é que eles pertencem a uma categoria específica de produtos conhecida como alimentos ultraprocessados, cujos riscos vão muito além do excesso de sal ou gordura. A principal característica desses itens não está em sua receita, mas em seu processo de fabricação industrial complexo.
Os ultraprocessados são formulações criadas em laboratório com ingredientes que você raramente encontraria na cozinha de casa. Pense em substâncias como xarope de milho de alta frutose, gorduras hidrogenadas, proteínas isoladas, corantes, aromatizantes e emulsificantes. Esses aditivos são usados para tornar os produtos mais atraentes, duráveis e saborosos, muitas vezes imitando alimentos naturais.
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Diferente de um alimento processado, como pão ou queijo, que passa por modificações simples, o ultraprocessado perde quase toda a sua estrutura e composição nutricional original. O resultado é um produto nutricionalmente desequilibrado, com alto teor de açúcares, gorduras e sódio, e pobre em fibras, vitaminas e minerais essenciais.
Como identificar um ultraprocessado?
Uma regra prática para identificar um alimento ultraprocessado é olhar a lista de ingredientes no rótulo. Se a lista for longa e cheia de nomes estranhos e pouco familiares, as chances de ser um ultraprocessado são altas. Alguns dos exemplos mais comuns no dia a dia incluem:
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Refrigerantes e sucos de caixinha;
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Salgadinhos de pacote;
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Biscoitos recheados e bolos prontos;
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Pratos congelados como lasanhas e pizzas;
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Barras de cereal;
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Sopas e macarrão instantâneos.
Quais são os riscos para a saúde?
O consumo frequente de ultraprocessados está diretamente ligado ao aumento do risco de diversas doenças crônicas. A combinação de alto valor calórico e baixa qualidade nutricional contribui para o ganho de peso e a obesidade, que por sua vez abrem portas para problemas como diabetes tipo 2 e hipertensão.
Além disso, a composição desses produtos pode favorecer processos inflamatórios no corpo e aumentar os níveis de colesterol ruim (LDL), elevando as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Estudos científicos já associaram o alto consumo desses alimentos a um maior risco de certos tipos de câncer.
Esses produtos são formulados para serem hiperpalatáveis, ou seja, extremamente saborosos, o que estimula o consumo excessivo e pode interferir nos mecanismos naturais de saciedade do corpo. Com o tempo, a preferência por esses sabores intensos pode dificultar a aceitação de alimentos naturais, como frutas e vegetais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.