Novo medicamento contra câncer de mama metastático é aprovado no Brasil
Medicamento de uso oral proporciona redução de até 57% no risco de progressão e recidiva em comparação ao tratamento padrão
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o inavolisibe, um medicamento de uso oral que atua diretamente em uma proteína específica do câncer de mama. Esta aprovação é um avanço importante para pacientes com câncer de mama HR+/HER2, cujo tumor apresenta a mutação PIK3CA.
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Cerca de 40% das pacientes com esse tipo de tumor possuem esta mutação, que torna a doença mais difícil de tratar e resistente aos tratamentos convencionais. O Inavolisibe, em combinação com palbociclibe e fulvestranto, é indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado ou com metastático, portadores de mutação PIK3CA e resistência endócrina após recorrência durante ou após o uso de terapia endócrina adjuvante.
A aprovação foi baseada no estudo internacional INAVO120, que mostrou resultados expressivos:
- Redução de 57% no risco de progressão de doença ou morte em comparação ao tratamento padrão
- Redução em mais de 30% o risco de morte em pacientes com câncer de mama avançado RH-positivo, HER2-negativo, com mutação em PIK3CA, em comparação com palbociclibe e fulvestranto isoladamente
- Atraso de 23 meses para a necessidade de iniciar a quimioterapia, permitindo que a paciente controle a doença por mais tempo com comprimidos orais.
- O percentual de pacientes que apresentaram redução ou desaparecimento temporário dos sinais do tumor foi de 63%, comparado a 28% no grupo que recebeu o tratamento padrão
Estes dados são baseados em um acompanhamento de pacientes por quase três anos (34 meses).
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“Com a aprovação do inavolisibe no Brasil, reforçamos nosso compromisso de trazer inovações que realmente impactem a vida dos pacientes", afirma Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil. “Este marco amplia as possibilidades de cuidado individualizado para mulheres que enfrentam uma doença historicamente desafiadora”, diz.
O gene PIK3CA funciona como um "interruptor" para o crescimento das células. Quando ocorre a mutação, o interruptor fica travado na posição "ligado", fazendo com que as células cancerosas se dividam e cresçam sem parar.
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O novo medicamento funciona "desligando" esse sinal para interromper o avanço do câncer. Com uma tecnologia inovadora, o inavolisibe consegue agir diretamente na proteína alterada, preservando as células saudáveis. Isso ajuda a diminuir o impacto do tratamento no corpo e a reduzir os efeitos colaterais.