O consumo de chocolate costuma gerar dúvidas sobre como aproveitar sem exageros. Apesar da fama de vilão, o alimento pode ser incluído na rotina de forma equilibrada, desde que haja moderação e atenção à qualidade.
Segundo Nathália Delvaux, professora de nutrição do IBMR, do Ecossistema Ânima, o chocolate não precisa ser visto apenas como um vilão alimentar. “Ele pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que em porções moderadas e priorizando opções com maior teor de cacau e menos açúcar.”
“Alguns estudos sugerem que o consumo moderado de chocolate rico em flavonoides pode se associar a melhoras de marcadores vasculares, mas isso não o torna um alimento livre de regras”, destaca.
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O que se deve considerar?
A especialista conta que há diferenças importantes entre os tipos de chocolate disponíveis no mercado.
- O chocolate ao leite, em geral, tem menos cacau e maior quantidade de açúcar
- Já o meio amargo e o amargo apresentam maior percentual de cacau e mais compostos fenólicos, além de menos açúcar
Por isso, a melhor escolha para quem busca equilíbrio é o chocolate amargo com alto teor de cacau, preferencialmente acima de 70%.
Outro ponto que costuma gerar dúvida é o significado do percentual de cacau. “O percentual indica a proporção de ingredientes derivados do cacau no produto. Em geral, quanto maior esse número, maior a presença de sólidos de cacau e potencial de compostos bioativos, embora o processamento também influencie. Ainda assim, é um bom indicativo para escolher opções menos açucaradas”, afirma Nathália.
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Como incluir na rotina?
Para aproveitar o chocolate sem exageros, a nutricionista recomenda estratégias simples no dia a dia. Definir porções pequenas, servir o chocolate no prato em vez de consumir diretamente da embalagem, planejar refeições equilibradas ao longo do dia e evitar beliscos automáticos são atitudes que ajudam a manter o controle e melhorar a relação com o alimento.
Pessoas com diabetes ou que precisam controlar a ingestão de açúcar também podem consumir chocolate, desde que com orientação adequada. “Nesses casos, é importante priorizar versões com maior teor de cacau ou sem adição de açúcar e considerar o consumo dentro do plano alimentar, contabilizando carboidratos e calorias”, destaca.
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Saúde vascular e cognitiva
Além do sabor, o chocolate também pode trazer alguns benefícios quando consumido com moderação. “O cacau é rico em flavonoides, que contribuem para a saúde vascular e podem ajudar na circulação sanguínea.”
“Há, ainda, evidências de que ele pode melhorar o desempenho cognitivo no curto prazo e reduzir a sensação de fadiga mental, o que está relacionado à sensação de bem-estar após o consumo”, comenta.
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“Mas é importante lembrar que esses benefícios estão mais associados ao chocolate amargo e não eliminam a necessidade de moderação”, ressalta a nutricionista.
