Dia Mundial do Transtorno Bipolar chama atenção para diagnóstico e combate ao estigma
Data destaca impacto da doença, que atinge milhões no mundo, e reforça a importância do tratamento e da informação para melhorar a qualidade de vida dos pacientes
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É lembrado nesta segunda/feira (30/3) o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, data que foi escolhida por ser o aniversário do pintor holandês Vincent van Gogh, que, segundo especialistas, muito provavelmente tinha o transtorno.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o transtorno bipolar atinge atualmente cerca de 140 milhões de pessoas no mundo, sendo considerado uma das principais causas de incapacidade. O objetivo da data é chamar a atenção mundial para os transtornos bipolares, eliminar o estigma social e levar a informação à população, educando e sensibilizando para a doença, que representa um desafio significativo para pacientes, profissionais de saúde, familiares e comunidade.
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A psiquiatra Lidiane Silva explica que, ao contrário do senso comum, as mudanças de humor não são instantâneas. "A pessoa alterna entre episódios de depressão, como tristeza, desânimo e perda de energia, e os episódios de mania ou hipomania, com aumento significativo da energia, euforia e, às vezes, com irritabilidade e até mesmo com agressividade."
Lidiane ressalta que não se tratam de mudanças comuns do dia a dia, mas sim episódios intensos, que podem durar dias ou semanas, impactando diretamente a vida pessoal, social e profissional daqueles que possuem o transtorno.
Embora a causa exata do transtorno bipolar seja desconhecida, estudos sugerem que o problema pode estar associado a alterações em áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores. A especialista comenta que, muitas vezes, ele pode ser confundido com outras questões psicológicas.
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"O ponto principal é identificar se a pessoa já teve episódios de mania ou hipomania, além da depressão. Muitas vezes, o transtorno bipolar pode ser confundido com outras psicopatologias, como a depressão comum", destaca a médica, comentando que o transtorno bipolar tem alto impacto na vida da pessoa e de seus familiares, trazendo significativo comprometimento nos aspectos sociais, ocupacionais e em outras áreas.
A principal indicação de tratamento, tanto para pacientes quanto para familiares, é a psicoterapia familiar, para que ambos os lados consigam identificar, em suas relações cotidianas, atitudes e comportamentos que possam predispor ao desencadeamento dos sintomas.
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O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado, com o tratamento incluindo o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida. Entre eles estão o fim do consumo de substâncias como cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, além do desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação, sono e redução dos níveis de estresse.