A memória dos sonhos: por que algumas pessoas lembram de tudo?
Entenda a ciência por trás do sono REM, da atividade cerebral e dos hábitos que determinam se você vai ou não se recordar do que sonhou
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Você já acordou com a sensação vívida de um sonho incrível ou um pesadelo assustador, mas, segundos depois, os detalhes começaram a desaparecer como fumaça? Esse fenômeno é extremamente comum e está ligado aos complexos processos que ocorrem em nosso cérebro enquanto dormimos. A capacidade de lembrar dos sonhos varia muito de pessoa para pessoa, e a ciência tem algumas explicações para isso.
O que acontece no cérebro durante os sonhos
A fase do sono mais associada aos sonhos vívidos é a REM (Rapid Eye Movement, ou Movimento Rápido dos Olhos). Durante o sono REM, áreas cerebrais ligadas às emoções, memórias e sensações disparam, criando as narrativas complexas que chamamos de sonhos. O hipocampo, região fundamental para a formação de novas memórias, participa ativamente do processo de consolidação durante o sono. No entanto, mudanças na química cerebral durante essa fase, como a redução de neurotransmissores como a norepinefrina, dificultam a transferência dessas experiências para a memória de longo prazo, o que explica por que elas são tão passageiras.
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Por que algumas pessoas lembram mais dos sonhos
A chave para fixar a memória de um sonho é, muitas vezes, acordar durante ou logo após ele ocorrer. Todos nós passamos por vários ciclos de sono durante a noite, e cada um termina com um período de sono REM. Pessoas que têm microdespertares frequentes ao final desses ciclos têm mais chances de registrar o que estavam sonhando antes que a memória se dissipe. Diferenças individuais na estrutura e funcionamento cerebral também influenciam essa capacidade, tornando algumas pessoas naturalmente mais propensas a acordar brevemente durante a noite. Fatores como estresse e hábitos de sono também desempenham um papel importante.
Dicas para melhorar a memória dos sonhos
Se você tem curiosidade sobre seu mundo onírico e deseja lembrar mais do que sonha, algumas práticas podem ajudar:
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Mantenha um diário de sonhos: deixe um caderno e uma caneta ao lado da cama. Assim que acordar, anote tudo o que conseguir lembrar, mesmo que sejam apenas fragmentos, sentimentos ou cores.
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Fique na cama por alguns minutos: ao despertar, evite levantar ou pegar o celular imediatamente. Permaneça na mesma posição em que acordou e tente resgatar as memórias do sonho.
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Crie uma intenção: antes de dormir, repita para si mesmo que deseja se lembrar dos seus sonhos. Esse pequeno truque mental pode aumentar sua atenção ao acordar.
É importante ressaltar que não lembrar dos sonhos não é sinal de um sono de má qualidade. Muitas pessoas dormem profundamente e não se recordam de nada, e isso é perfeitamente normal. A memória dos sonhos é apenas uma janela fascinante para a complexa atividade do nosso cérebro adormecido.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.