MÊS DO RIM

Observar a urina pode ajudar na detecção precoce de doenças renais crônicas

Nefrologista da SBN alerta para os sintomas que podem indicar condições ultrarraras que, se não tratadas, resultam em falência renal

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Pequenas mudanças na cor, no odor e na aparência da urina podem ser sinais importantes de que algo não vai bem com a saúde dos rins.  Neste mês do Rim, a nefrologista Maria Helena Vaisbich, coordenadora do Comitê de Doenças Raras da Sociedade Brasileira de Nefrologia (Comdora-SBN), recomenda “prestar atenção a esses sinais simples do dia a dia que podem contribuir para o diagnóstico precoce de doenças renais (DRC) com evolução silenciosa”.

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Neste ano, a campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) traz um ponto que amplia esse debate. Com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a mobilização chama atenção para a relação entre prevenção, qualidade de vida e uso responsável de recursos em saúde, reforçando que o cuidado com os rins começa antes da doença avançar.

A doença renal crônica (DRC) afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é considerada um problema de saúde pública. No Brasil, em março de 2024, das 180.510.202 pessoas cadastradas na Atenção Primária à Saúde, 227.478 tinham doença renal crônica.

 

“Um dos principais desafios da DRC, é que, nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sintomas claros. Por isso, a observação da urina e a realização periódica de exames simples, como o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue, são fundamentais para o diagnóstico precoce”, informa Maria Helena.

Doenças raras 

O envelhecimento populacional e o aumento de fatores de risco, como obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, ajudam a explicar por que a DRC  representa um desafio global de saúde pública, mas essas não são as únicas causas. Existem outras condições que podem levar à falência renal, como as doenças renais raras.

Uma delas é a glomerulopatia por complemento 3 (C3G), uma doença renal ultrarrara causada por uma parte do sistema imunológico - o sistema complemento -, que danifica os rins. Quando desregulado, esse sistema desencadeia um processo inflamatório que compromete a funcionalidade dos glomérulos, estruturas responsáveis por filtrar o sangue e colaborar na produção da urina.

“Apesar de acometer uma quantidade menor de pessoas, essas doenças raras podem progredir de forma significativa, comprometendo a função dos rins, além da saúde geral e da qualidade de vida dos pacientes. Cerca de 50% dos casos de C3G, se não devidamente diagnosticados e tratados, evoluem para insuficiência renal em até 10 anos, levando o indivíduo a ter que fazer diálise e transplante renal”, alerta a nefrologista.

No caso da C3G, um dos sinais de alerta é a urina espumosa, causada pela presença anormal de proteínas na urina. Os rins funcionam com um filtro, mantendo substâncias essenciais para o organismo, eliminando as toxinas e o excesso de líquidos pela urina. 

“A presença de proteína na urina pode indicar que essa ‘filtragem’ não está ocorrendo adequadamente. Por isso, é fundamental que seja realizada uma avaliação médica para investigar a causa da alteração. A alteração da urina pode ser um importante sinal de que algo não vai bem”, esclarece a especialista.

Além da urina espumosa, pacientes com C3G podem apresentar:

  • Inchaço
  • Pressão alta
  • Fadiga
  • Ansiedade e depressão

Por serem inespecíficos, esses sinais podem ser confundidos com outras doenças, atrasando o diagnóstico. Uma das manifestações iniciais da condição pode ser uma nefrite, uma inflamação dos rins, que pode ocorrer depois de um quadro de infecção de garganta ou de pele.

A C3G costuma afetar pessoas de todas as idades, começando muitas vezes na infância e impactando principalmente indivíduos em idade produtiva. Para identificar a C3G, é necessária uma biópsia renal.

Outras patologias

De acordo com Maria Helena, alterações na urina também podem indicar outras enfermidades. “A urina pode conter sangue em algumas condições, como na hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), outra doença ultrarrara, entre outras.

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Odor forte e persistente, dor ao urinar ou redução ou aumento significativo do volume urinário também merecem atenção e avaliação médica, pois podem sinalizar desde infecção urinária, cálculos renais até outras patologias”, reforça Maria Helena.

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