Em frente ao espelho, cada fio que cai parece pesar mais do que gramas. Para muitas mulheres, a queda de cabelo não é apenas uma questão estética, mas uma ferida silenciosa na autoestima.
Recentemente, Xuxa Meneghel trouxe esse assunto à tona ao revelar que se submeteu a um transplante capilar. A apresentadora mostrou que vulnerabilidade também pode ser força.
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E ela não estava sozinha nessa jornada: as cantoras e irmãs Maiara e Maraisa já haviam compartilhado com o público a experiência de lidar com a alopecia androgenética. Maraisa contou, em 2021, que recebeu o diagnóstico. Dois anos depois, Maiara também revelou enfrentar uma forma da doença.
O que poderia parecer apenas um detalhe íntimo tornou-se, na verdade, uma bandeira de visibilidade. “Ainda existe muito silêncio em torno da alopecia feminina”, afirma a cirurgiã Rosa Maria Spalvieri, especialista em dermatologia, tricologia médica e transplante capilar, da Clínica Spalvier. “Muitas mulheres só procuram ajuda quando a perda já está avançada. Nosso papel é acolher, diagnosticar com precisão e mostrar que existem caminhos possíveis.”
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Entre esses caminhos está o transplante capilar. Técnicas cirúrgicas modernas, como FUE e FUE-DHI, utilizam implanters que preservam a vitalidade e integridade dos folículos durante sua implantação nas áreas calvas.
Cada paciente passa por uma avaliação médica pré-operatória detalhada, que inclui exames laboratoriais, cardiológicos e mapeamento capilar. “O procedimento, sempre realizado em ambiente cirúrgico com acompanhamento de anestesiologista, leva em média oito horas. Nesse tempo, milhares de folículos são extraídos da região doadora, preparados em microscópios e implantados um a um nas áreas calvas”, explica Rosa Maria.
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Segundo a especialista, “o cuidado é minucioso: da preservação da viabilidade de cada folículo até a construção da nova linha capilar e de todas as áreas calvas”.
Mas a jornada não termina no centro cirúrgico. O pós-operatório é parte essencial do processo. “É quando garantimos que o resultado seja duradouro e natural. Após a cirurgia, o paciente passa por reavaliações semanais, depois quinzenais, e pode contar com tratamentos complementares, como MMP (Microinfusão de Medicamentos na Pele) e o uso de LEDs.”, detalha.
“O acompanhamento pode se estender por até um ano, sempre com foco no fortalecimento dos fios transplantados”, completa Rosa Maria.
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Ao compartilhar suas experiências, Xuxa, Maiara e Maraisa ajudam a desconstruir estigmas e mostram que buscar tratamento não é vaidade, mas cuidado com a própria identidade. Recuperar os fios, afinal, vai além da estética: é reencontrar no reflexo do espelho uma parte de si que parecia perdida.
