SAUDADE

As brincadeiras que reuniam irmãos, primos e amigos na mesma calçada

Brincadeiras de infância eram na rua, quando ainda não havia perigo; memória coletiva ainda hoje é citada por muitos adultos como um marco da convivência

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A recordação das brincadeiras de infância costuma surgir em detalhes simples: o quintal cheio, os gritos sincronizados para marcar o ritmo da corda e o cuidado em não errar o passo. Diversões como pular corda em grupo reuniam irmãos, primos e amigos em uma atividade acessível, que cabia em qualquer rua, garagem ou calçada. Essa memória coletiva ainda hoje é citada por muitos adultos como um marco da convivência na infância e da sensação de liberdade nas brincadeiras ao ar livre.

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Por que pular corda em grupo marcou tanto a infância de muitas pessoas?

O pular corda em grupo se consolidou como uma das formas mais populares de lazer infantil por combinar simplicidade, baixo custo e intensa interação social. Diferentes idades podiam participar ao mesmo tempo, o que aproximava irmãos mais velhos de crianças menores, além de integrar primos e vizinhos em uma mesma dinâmica de convivência diária.

A brincadeira também era fácil de aprender, permitindo que novos participantes entrassem rapidamente no jogo, mesmo sem muita prática. Ao contrário de passatempos individuais, a corda exigia coordenação entre quem girava e quem pulava, criando um clima de parceria, torcidas e pequenas estratégias para permanecer mais tempo na roda.

Diversões que reuniam irmãos, primos e amigos na mesma calçada
Quando pular corda virava competição entre primos

O que a nostalgia de infância revela sobre essas brincadeiras de rua

A chamada nostalgia de infância ligada às brincadeiras de rua não se limita à atividade em si, mas ao contexto em que tudo acontecia. As lembranças do grupo reunido na calçada, das disputas saudáveis para ver quem ficava mais tempo sem encostar na corda e das risadas após cada erro remetem a uma fase percebida como mais simples e descomplicada.

Essa memória afetiva envolve sons, imagens e até cheiros, como as cantigas em coro, os passos marcados no chão e as roupas gastas usadas para brincar. Em muitas famílias, adultos tentam ensinar as mesmas cantigas e movimentos às crianças de hoje, mantendo vivo um elo entre gerações e reforçando a importância das experiências coletivas fora das telas.

Quais eram as principais variações da brincadeira de pular corda em grupo

O pular corda em grupo não seguia um único modelo, pois cada rua ou família criava adaptações próprias. Em muitos bairros, surgiam pequenas variações com níveis diferentes de dificuldade, estimulando coordenação motora, ritmo e criatividade das crianças envolvidas.

Essas modalidades ajudavam a tornar a brincadeira mais desafiadora e divertida, além de incentivar a cooperação para que todos conseguissem acompanhar o movimento da corda. Entre as versões mais lembradas, destacavam-se:

  • Corda simples em grupo: duas pessoas giravam a corda enquanto uma ou mais crianças pulavam, revezando a cada erro.
  • Corda dupla: duas cordas girando em sentidos alternados, exigindo maior coordenação e atenção de quem pulava.
  • Entrar e sair da corda: a criança entrava na roda com a corda já em movimento, ficava alguns giros e saía sem deixar a corda parar.
  • Cantigas com comandos: ao longo da música surgiam instruções como pular de um pé só, girar no ar ou trocar de lugar com outra criança.

Pular corda em grupo era mais do que uma brincadeira era motivo para reunir irmãos, primos e amigos na calçada até o fim da tarde. Risadas, desafios e cantigas que marcaram uma geração.

Neste vídeo do canal TIA LILI Educação Física, com mais de 27 mil de inscritos e cerca de 82 mil de visualizações, essa memória cheia de alegria é relembrada:

Como o pular corda em grupo favorecia a convivência entre irmãos, primos e amigos

Brincadeiras como pular corda em grupo funcionavam como um ponto de encontro natural entre crianças de uma mesma família e da vizinhança. Irmãos e primos que passavam o dia juntos encontravam ali um momento estruturado de interação, em que cada um assumia papéis claros, como girar, pular, cantar ou organizar a fila de quem aguardava.

Essa divisão espontânea de funções favorecia o respeito aos turnos e a noção de esperar a vez, algo valioso para o convívio social. Além disso, aproximava crianças que talvez não convivessem tanto em outros contextos, como vizinhos de ruas diferentes, fortalecendo amizades que muitas vezes começavam nessas rodas improvisadas na calçada.

De que forma essa nostalgia e essa brincadeira seguem presentes em 2026

Mesmo com o aumento do tempo gasto em telas e dispositivos eletrônicos, a lembrança do pular corda em grupo continua forte entre quem foi criança em décadas anteriores. Em 2026, projetos escolares, atividades em centros comunitários e encontros familiares ainda resgatam essa brincadeira como forma de aproximar gerações e estimular o movimento físico.

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Em algumas cidades, eventos de rua e festivais infantis incluem a corda como atração, muitas vezes acompanhada das cantigas tradicionais. Quando irmãos, primos e amigos de hoje apresentam a brincadeira às crianças mais novas, recuperam não apenas um passatempo antigo, mas também uma forma de convivência comunitária que marcou profundamente a infância de muitas famílias.

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