FEVEREIRO SAFIRA

Primeiros mil dias de vida definem a saúde até a terceira idade

Especialista alerta que o período entre a concepção e os dois anos é uma "janela de oportunidades" determinante para o neurodesenvolvimento da criança

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Você sabia que o potencial de saúde, inteligência e estabilidade emocional de um adulto não começa a ser construído na escola ou na faculdade? Na verdade, os alicerces mais importantes da vida são moldados em um intervalo preciso de tempo: os primeiros mil dias.

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Esse período, que compreende os 270 dias da gestação somados aos 730 dias dos dois primeiros anos de vida, faz parte da campanha “Fevereiro Safira – primeiros mil dias: pelo futuro das crianças”, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), e é considerado pelos profissionais de saúde como uma "janela de oportunidades" única e irrepetível, pois esse é o período de maior desenvolvimento do ser humano.

De acordo com a pediatra Alessandra Ribeiro, o que acontece nessa fase reverbera por todas as etapas da vida, desde a juventude até o envelhecimento. "É nesse período que a criança vai desenvolver seu máximo potencial, que vai reverberar por toda a sua vida, incluindo vida adulta, jovem adulto, adulto maduro e idoso, para ter uma saúde plena no futuro", explica.

Planejamento começa antes da gravidez

O cuidado ideal para o desenvolvimento da criança deve começar antes mesmo da gravidez, embora o senso comum foque no nascimento. O acompanhamento da mulher que planeja engravidar, ou "tentante", é o cenário perfeito para preparar o ambiente biológico que receberá o embrião.

“Essa mãe precisa já ser acompanhada desde o momento em que ela é uma tentante para observar como está esse ambiente para esse futuro bebê se desenvolver”, esclarece a pediatra.

Nessa etapa, o foco principal é o cérebro do bebê. O desenho de uma suplementação específica para o sistema neuronal garante que a criança nasça com as habilidades necessárias.

Um dado fundamental para as mães é que, quando a gestante é devidamente suplementada, o bebê nasce com um "estoque" nutricional suficiente para os primeiros seis meses de vida, período em que o aleitamento materno deve ser exclusivo. “Quando a gestante foi devidamente suplementada, a gente não se preocupa em suplementar esse bebê a princípio”.

Alessandra Ribeiro é pediatra e hebiatra, com um olhar especializado em medicina integrativa e antroposofia
Alessandra Ribeiro é pediatra e hebiatra, com um olhar especializado em medicina integrativa e antroposofia Arquivo pessoal

Nutrição e neurodesenvolvimento

A partir dos seis meses, com o início da introdução alimentar, o desafio se renova. É o momento de alinhar a alimentação sólida com uma suplementação estratégica, já que o primeiro ano de vida é marcado por um desenvolvimento cerebral extremamente acelerado.

Neste contexto, a nutrição não é apenas sobre "matar a fome", mas sobre fornecer o combustível exato para que os neurônios façam as conexões corretas. O sucesso dessa etapa, contudo, depende de um acompanhamento profissional de confiança.

A busca por soluções rápidas em mídias sociais é apontada como um dos maiores riscos atuais, podendo gerar desinformação e aumentar a ansiedade familiar. “O importante é que a família esteja junto com o profissional de saúde que está cuidando do seu bebê, está cuidando dessa mãe, para que realmente esse cuidado seja horizontal”, aconselha Alessandra.

Os desafios da vida moderna

O ambiente em que a criança cresce é igualmente crucial para o seu desenvolvimento ideal. Um dos maiores obstáculos é a terceirização do cuidado. Quando a mãe retorna ao trabalho, a responsabilidade é dividida com creches, cuidadores ou familiares.

O desafio reside em manter a unidade no cuidado. "É preciso que todos os cuidadores estejam engajados sem burlar as regras estabelecidas para a saúde da criança", alerta a pediatra.

Outro vilão moderno são as telas, como celulares e tablets, usadas com frequência para entreter bebês e crianças, mas que podem prejudicar o desenvolvimento neuropsicossocial dos pequenos.

Mais infância e menos performance

Por fim, há uma barreira psicológica: a ansiedade das famílias. Em um mundo competitivo, muitos pais projetam cobranças de performance sobre bebês, esquecendo que o desenvolvimento humano é único e tem seu próprio tempo.

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