MEDICAMENTO

Tetraplégico de 19 anos que recebeu polilaminina volta a mover dedo

Luiz Otávio é o mais jovem do Brasil a testar a proteína experimental; substância em análise na Anvisa pode ser um avanço inédito para lesões na medula espinhal

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Um novo capítulo na busca por tratamentos para lesões medulares começou a ser escrito no Brasil. O jovem Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, tetraplégico há quatro meses, voltou a movimentar a ponta de um dos dedos da mão e a sentir levemente as pernas e um pé.

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O avanço ocorreu 12 dias após ele receber uma aplicação da proteína experimental polilaminina, no Hospital Militar de Campo Grande (MS). Isso o torna a pessoa mais jovem do Brasil e o primeiro do Mato Grosso do Sul a receber o medicamento.

Militar do Exército, Luiz Otávio foi vítima de um disparo de arma de fogo em outubro de 2025, ainda aos 18 anos, que atingiu sua medula espinhal, fazendo com que ele perdesse o movimento dos braços e das pernas e a sensibilidade do umbigo para baixo. Sua participação no estudo clínico representa uma esperança para milhares de pessoas com condições semelhantes, abrindo uma nova frente de pesquisa para reverter lesões na medula.

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma substância desenvolvida pelo laboratório Cristália para atuar diretamente na regeneração de tecidos e células nervosas lesionadas. A proteína busca criar um ambiente favorável para que os neurônios da medula espinhal possam se reconectar, com o objetivo de restaurar funções motoras e sensoriais que foram perdidas devido a um trauma.

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O procedimento ainda está em fase inicial de testes clínicos de segurança na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não se encontra disponível para o público. Luiz Otávio e pelo menos outros 16 brasileiros receberam a aplicação compassiva por ordem judicial. Não houve nenhum relato de reação adversa registrado pelo grupo de pesquisa até o momento.

Segundo especialistas, as reações variam em cada organismo, e fatores como fisioterapia intensiva e o estado geral de saúde e emocional dos pacientes podem interferir nos possíveis resultados.

Um sinal de esperança

O movimento no dedo de Luiz Otávio, embora pequeno, é considerado um marco significativo pela equipe responsável pelo estudo. Ao demonstrar que a proteína pode ter um efeito prático no corpo humano, o avanço incentiva a continuidade das investigações sobre sua eficácia no tratamento de lesões medulares.

Os pesquisadores continuarão monitorando a evolução do jovem e planejam incluir outros voluntários nas próximas fases do estudo. O caminho para que a polilaminina se torne um tratamento aprovado e amplamente acessível ainda é longo e depende dos resultados que serão coletados e analisados ao longo dos próximos anos. A resposta de Luiz Otávio, no entanto, é vista como um passo promissor.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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