PREVENÇÃO

8 dicas para cair na folia sem descuidar da saúde sexual

Especialista alerta para medidas que protegem o folião contra doenças infecciosas e crônicas

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O carnaval é um dos momentos mais esperados do ano, marcado por bloquinhos, trio elétrico, sambódromos, festas e viagens. De acordo com projeções do Ministério do Turismo, mais de 53 milhões de pessoas caíram na folia de carnaval em 2025 em todo o país. Segundo estimativas, a expectativa é que mais de 65 milhões de foliões devam sair às ruas em todo o Brasil este ano. 

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Para que a festa seja aproveitada ao máximo, com bem-estar antes, durante e depois dos dias de celebração, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) reuniu dicas simples que ajudam a população a cuidar da saúde, sem dispensar a diversão. 

Câncer 

O cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, explica que o momento de relaxamento pode fazer com que as pessoas esqueçam alguns cuidados preventivos e fiquem expostas aos vírus de transmissão sexual. “Essa exposição pode aumentar o risco de várias doenças, inclusive o câncer.

A infecção pelo HPV, por exemplo, é transmitida principalmente por contato sexual e está relacionado a 97% dos casos de câncer de colo do útero. Projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca), apontam para cerca de 17 mil casos novos por ano no Brasil entre o triênio 2023–2025, com maior risco em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

Além disso, a doença é a que mais mata mulheres até os 36 anos de idade no país e o 2º tipo de câncer que mais mata mulheres até os 60 anos, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Para te ajudar a aproveitar o carnaval com mais segurança e bem-estar, confira 8 dicas essenciais:

  1. Atualize sua vacinação contra o HPV

O câncer de colo do útero é considerado um dos mais evitáveis entre os tumores ginecológicos, especialmente graças à vacinação contra o HPV, que permanece como a estratégia mais eficaz para prevenir a infecção pelo vírus. 

O imunizante é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos
  • Mulheres e homens que vivem com HIV
  • Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea
  • Pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos 
  • Vítimas de abuso sexual
  • Imunocompetentes de 15 a 45 anos que não tenham iniciado ou completado o esquema vacinal
  • Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV 
  • Pacientes com papilomatose respiratória recorrente - a partir dos 2 anos de idade
  1. Mantenha as visitas aos ginecologista e urologista 

Para as mulheres, o rastreamento de câncer de colo do útero atualmente preconizado no Brasil deve ser realizado entre os 25 e os 64 anos, combinando o exame citopatológico do colo do útero, o tradicional papanicolau, com a incorporação progressiva do teste molecular de HPV/DNA, que permite identificar diretamente a presença dos tipos virais de alto risco antes mesmo do surgimento de lesões, ampliando as possibilidades de diagnóstico precoce e de prevenção efetiva do câncer do colo do útero.

Apesar dos avanços em diagnóstico e prevenção, muitos homens ainda evitam consultórios, laboratórios e check-ups para acompanhar a saúde ou identificar uma doença precocemente. Um estudo da Ipsos para a MSD e a Sociedade Brasileira de Urologia, com 300 homens de 20 a 45 anos, reforça o problema: embora declarem preocupação com a saúde, 64% não sabiam que o HPV pode causar câncer de garganta (orofaringe), ânus, pênis, vulva e vagina - além de colo de útero

  1. Verifique se suas outras vacinas estão em dia

Além da vacina contra o HPV, vale checar se o calendário vacinal está atualizado. Como o contato com as pessoas costuma ser maior durante as festividades, cresce o risco de transmissão de vírus e bactérias que causam doenças respiratórias e infecções, que podem ser prevenidas com vacinas.

Imunizações como as contra gripe (influenza), COVID-19 e hepatite A e B são especialmente importantes para reduzir riscos durante viagens, festas e grandes aglomerações. Importante reforçar que todas essas vacinas são oferecidas pelo SUS, mas vale lembrar que cada vacina tem indicação por faixa etária e grupo de risco, e que, quando não disponíveis pelo SUS, elas podem ser encontradas na rede privada.

  1. Teste-se regularmente para HIV

Fazer o exame HIV regularmente e até mesmo discutir com o(a) parceiro(a) sobre a testagem para HIV e outras ISTs pode ser uma forma importante de cuidado com a própria saúde e com a saúde do outro.  O HIV é o vírus causador da síndrome da imunodeficiência adquirida humana, a Aids, que é transmitida principalmente por meio de fluidos corporais contaminados. As principais vias de transmissão são as relações sexuais sem proteção e o compartilhamento de agulhas e seringas. 

Como a infecção pode não apresentar sintomas no início, muitas pessoas não sabem que estão infectadas, o que reforça a importância da testagem periódica, especialmente para quem tem vida sexual ativa. 

“Vale lembrar que ´sexo seguro´não está associado apenas ao uso de preservativos, mas também a outras medidas preventivas, como a testagem, que permite identificar a infecção precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes, garantindo qualidade de vida e reduzindo a transmissão”, afirma o presidente da SBCO.

  1. Use PrEP e PEP quando indicado

A PrEP é uma estratégia que envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o HIV, mas estão em situação de risco maior para a infecção. De uso diário, a PrEP tem mostrado ser bastante eficaz na prevenção do HIV. Seu uso tem sido recomendado para homens que fazem sexo com homens, parceiros sorodiferentes (quando uma pessoa é HIV positivo e a outra é HIV negativo), usuários de drogas injetáveis e grupos mais vulneráveis à exposição ao vírus. 

A profilaxia pós-exposição (PEP) consiste na administração de medicamentos antirretrovirais à pessoa que pode ter sido exposta ao HIV. A medida visa reduzir o risco de infecção pelo vírus, sendo indicada após situações de alto risco, como relações sexuais desprotegidas com uma pessoa soropositiva ou exposição ocupacional. A PEP deve ser idealmente iniciada nas primeiras 72 horas após a exposição e administrada por um período de 28 dias.

  1. Procure se proteger do sol

Seja atrás do trio, no bloquinho de rua ou nas praias, muitos foliões passam longos períodos expostos ao sol e por isso é fundamental redobrar os cuidados com a pele, já que a radiação ultravioleta é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. 

No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais comum, com uma estimativa de mais de 220 mil novos casos por ano no último triênio, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além desses, há também a projeção de cerca de 9 mil novos casos anuais de melanoma, a forma mais agressiva da doença. 

“O câncer de pele é multifatorial, mas o principal vilão é o excesso de sol sem proteção. Por isso, use protetor solar, aplicando várias vezes ao longo do dia, busque sombra sempre que possível.”, explica Fernandes.

  1. Mantenha-se hidratado(a) e cuide da alimentação

Além das altas temperaturas neste verão e da exposição solar mais frequente, as caminhadas e as horas fora de casa, exigem que o corpo esteja mais hidratado do que o normal, mantendo o organismo funcionando bem.

A alimentação também faz diferença. Priorizar refeições leves, frutas, sucos naturais e alimentos frescos ajuda a manter a energia e o sistema imunológico fortalecidos. 

  1. Previna-se contra a dengue e outras arboviroses

O verão e o período de chuvas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Durante o carnaval, muitas pessoas viajam ou passam mais tempo fora de casa, o que pode aumentar a exposição a essas doenças. Por isso, é importante adotar medidas simples de prevenção.

Usar repelente, especialmente durante o dia, manter portas e janelas fechadas ou com telas, e evitar locais com água parada ajudam a reduzir o risco de picadas. 

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“Além de realizar esses cuidados preventivos diariamente, não só em tempos festivos, é muito importante que também levemos essas informações para quem estará na folia, seja trabalhando ou se divertindo. Com informação, prevenção e pequenos cuidados no dia a dia, é possível aproveitar o Carnaval com mais segurança e bem-estar”, enfatiza Paulo.

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