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Estado de Minas ANÁLISE

O que esperar da nova geração do Honda City nas carrocerias hatch e sedã?

Honda fez apresentação virtual dos veículos, antecipando várias informações dos modelos que chegam ao mercado em janeiro (sedã) e março (hatch)


11/12/2021 04:00 - atualizado 11/12/2021 00:23

Veiculos
A nova geração do Honda City mudou por completo. O sedã tem a missão de "pescar" parte dos clientes do Civic (foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)


A Honda apresentou a quinta geração do City, que, além da tradicional carroceria sedã, passa a ter no Brasil uma variante hatch. Mais que a renovação de um produto, a chegada do modelo inaugura uma nova fase da marca por aqui, já que modelos que construíram sua imagem no país – Civic e Fit – deixam de ter fabricação nacional devido às suas evoluções, que já não “cabem” no mercado brasileiro. Com esta simplificação da gama, a Honda faz uma aposta arriscada que pode comprometer sua reputação e a fidelidade de seus clientes.
 
A nova geração do Honda City mudou por completo. Enquanto o sedã tem a missão de “pescar” parte dos clientes do Civic, o hatch entra no lugar do Fit. Para isso, segundo o fabricante, o modelo ganhou em dimensões, percepção de porte, espaço interno, acabamento, eficiência energética, desempenho, segurança e conteúdo. Então, vamos analisar cada um desses pontos?
 
Painel
Bancos em couro e painel com tela de 7 polegadas configurável (foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)
 

Porte e dimensões Quanto ao design, o New City sedã não chega a impressionar nem quando comparado aos compactos premium, muito menos aos clientes do Civic. Seu melhor ângulo é o traseiro, com destaque para as lanternas 3D. O caminho encontrado para dar mais esportividade ao modelo é o velho e eficaz “low & wide” (baixo e largo). Comparado à geração antiga, o New City sedã ganhou 9,4 centímetros de comprimento (totalizando 4,55 metros) e 5,3cm de largura, enquanto sua altura perdeu 0,8cm.
 
 hatchback
O visual do hatchback é muito mais interessante e promete, sim, dar pressão na concorrência (foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)
 
 
Já o visual do hatchback é muito mais interessante e promete, sim, dar pressão na concorrência. Os faróis são full LED na versão de topo Touring. Já as rodas são de 16 polegadas em todas as versões. Outro destaque são os retrovisores, agora fixados próximos à base da coluna A, com ganho em visibilidade.
 
Conclusão: apesar do ganho em dimensões, a percepção do porte do New Fit só será possível de forma presencial (por enquanto, o modelo só foi apresentado no Brasil de forma virtual). Enquanto o design do sedã não empolga, as linhas do hatch são cativantes.

acabamento Tanto no hatch quanto no sedã, o entre-eixos é de 2,60 metros. No caso do sedã, a medida passa longe do modelo que é referência no segmento, o Volkswagen Virtus (que tem 2,65m), mas também não vai tão mal quanto o Toyota Yaris Sedã (com 2,55m). Já o hatch é destaque nesse quesito, “dando um banho” não só em todos os concorrentes (o que chega mais próximo é o Volkswagen Polo, com 2,56m), mas também no Fit (que tem 2,53m).
 
A Honda já adiantou que os bancos dianteiros do New City têm o encosto mais fino e correm em trilhos mais espaçados entre si, medidas tomadas para ampliar o espaço dos joelhos e dos pés dos passageiros de trás. Os bancos do modelo hatch também trazem o sistema Magic Seat, que proporciona diversas configurações. Já o porta-malas do sedã tem volume de 519 litros, bastante espaçoso. O compartimento de bagagem do hatch tem 268 litros, considerado pequeno mesmo para um compacto.
 
Conclusão: enquanto o entre-eixos sugere que o New City hatch tem um espaço interno potencialmente bom, o sedã se destaca pelo porta-malas. Os arranjos dos assentos Magic Seat já são destaque no Fit e HR-V, e não resta dúvida de que ajudam a melhorar o aproveitamento do espaço da carroceria hatch. Apesar de a Honda destacar que o modelo conta com material de toque agradável, só será possível avaliar o acabamento quando o veículo for lançado.

Motor e consumo O novo motor que será aplicado em todas as versões do New City é um 1.5 aspirado, flex, com quatro cilindros, 16V, injeção direta de combustível e dois comandos de válvulas para consumo e desempenho em diferentes situações de rodagem.
 
O propulsor tem potência máxima de 126cv a 6.200rpm (com gasolina e etanol) e torques máximos de 15,5kgfm (g) e 15,8kgfm (e), ambos a 4.600rpm. O câmbio é automático tipo CVT, que simula sete marchas e conta com paddle shifts para trocas manuais de marchas.
 
O consumo do sedã na cidade é de 9,2km/l (etanol) e 13,1km/l (gasolina), enquanto na estrada é de 10,5km/l (e) 15,2km/l (g). Já o hatch registrou consumo de 9,1km/l (e) e 13,3km/l (g) na cidade, enquanto na estrada os números são 10,5km/l (e) e 14,8km/l (g). Ambos conseguiram nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular dentro de suas categorias.
 
Conclusão: não é segredo que os compactos mais bem colocados no mercado trazem motor 1.0 turbo. Porém, a Honda garante que esse motor é totalmente novo e é necessário esperar para conferir seu desempenho e consumo de combustível.
 
Segurança O pacote de série tem airbags frontais, laterais e de cortina, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, Isofix, alerta de baixa pressão dos pneus e câmera de ré multivisão. Já o LaneWatch, um assistente para redução de ponto cego, equipa o veículo a partir da versão intermediária EXL do sedã e a de topo Touring do hatch.
Já a versão Touring de ambas as carrocerias traz o Honda Sensing, com funções de segurança e assistência como o controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma para mitigação de colisão, assistente de permanência em faixa, sistema para mitigação de evasão de pista e ajuste automático de farol alto.
 
Conclusão: a segurança de série oferece uma proteção muito abrangente, enquanto o pacote Honda Sensing tem conteúdo que ainda não é comum no segmento.

Conteúdo e preço O New City sedã traz de série na versão de entrada EX (R$ 108.300) itens como chave presencial, ar-condicionado digital e central multimídia de 8 polegadas. Já o pacote intermediário EXL (R$ 114.700) acrescenta sensores de estacionamento traseiros, bancos em couro e painel com tela de 7 polegadas configurável. Já a versão Touring (R$ 123.100) conta ainda com sensores de estacionamento dianteiros e espelho retrovisor fotocrômico. As vendas do modelo começam em janeiro, mas sua pré-venda já está aberta.
 
O New City hatch tem de série na versão de entrada EXL chave presencial, ar-condicionado digital e automático, central multimídia de 8 polegadas, sensores traseiros de estacionamento, bancos em couro e quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas. A versão Touring acrescenta sensores dianteiros de estacionamento. Os preços dessa variante ainda não foram divulgados e suas vendas começam em março.
 
Conclusão: o pacote de entrada é bom, mas o preço também não é nenhuma “barbada”. Já a análise completa do preço depende de quesitos que necessitam do contato direto com o produto, previsto para janeiro.
 
 

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