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Foguetinho de bolso "chei"

Rocket Pocket, como dizem os gringos, é uma boa definição para a versão nervosa do hatch médio, mas o preço é salgado. Espaço no banco traseiro e porta-malas é limitado


postado em 23/03/2019 05:10

(foto: Edésio Ferreira/em/d.a press)
(foto: Edésio Ferreira/em/d.a press)


Com a nacionalização da sétima geração do Volkswagen Golf, que em 2016 passou a ser fabricado em São José dos Pinhais (PR), a versão esportiva GTI foi a única a não perder elementos desejados pelos entusiastas da velocidade, como câmbio automatizado de dupla embreagem (DSG) e suspensão traseira independente multilink. Mas esta manutenção cobrou seu preço, já que o hot hatch é vendido a partir de R$ 149.290, quantia que só quem valoriza o que está sob a carroceria relativamente discreta do modelo está disposto a pagar.


Como a versão apimentada não é nenhum escândalo, você pode reconhecê-la quando um Golf surge no retrovisor com uma linha vermelha cortando a grade e os faróis, além do para-choque dianteiro mais agressivo. É um bom indicativo para olhar à esquerda e conferir as rodas de 18 polegadas (opcionais) calçando pneu de perfil baixo e, quando ele ultrapassar você, note a dupla saída de escape na traseira. No interior, a temática esportiva se dá com os revestimentos das colunas, teto e até dos para-sóis em preto, breu que serve de fundo para as linhas luminosas vermelhas que cortam o painel e as portas. A unidade testada trazia como opcional bancos revestidos em couro, no lugar da padronagem em tecido xadrez, clássica e descolada.


O quadro de instrumentos é digital e pode ser configurado de acordo com as preferências do motorista. O acabamento ainda traz couro com costura vermelha no volante, painéis de porta e alavanca de câmbio, além de material emborrachado no painel. Um opcional que faz a diferença é o teto solar panorâmico, caro, mas este não é um veículo para quem está contando os tostões. Como o túnel do assoalho é alto, o banco traseiro só acomoda bem dois passageiros, que contam com saídas de ar-condicionado. O espaço do porta-malas é pequeno para um médio, mas ao menos guarda o estepe de uso temporário. Quando rebatido, o encosto do banco traseiro forma um assoalho plano. A coluna C é larga, comprometendo a visibilidade traseira. Um item de série muito prático é a chave presencial para destravar as portas e dar a partida no motor.

RODANDO O Golf GTI traz conjunto mecânico com motor 2.0 turbo e câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas, com opção de trocas manuais por aletas. Apesar de ser um veículo com performance acima da média, o Golf GTI não é um carro desconfortável no uso cotidiano. No modo de direção normal (existem ainda as opções Eco, Esportivo e Individual), a suspensão surpreende pelo conforto (não chega a ser uma manteiga) e a direção é leve. No trânsito travado da cidade, o veículo roda suave, sempre entre 1.500rpm e 2.000rpm, com capacidade de resposta a qualquer momento. O consumo de combustível não é baixo, mas, para um veículo com essa performance, está de bom tamanho.


Mas esse hatch apimentado só vale a pena para quem gosta de acelerar fundo. Se você optar pelo modo esportivo do câmbio, ele não vai apenas “esticar” as marchas para ganhar velocidade mais rápido, mas realmente eleva o giro próximo da linha de corte e o mantém ali para garantir capacidade de resposta imediata. É uma “atitude” diferente dos veículos convencionais, que nessa situação iria “subir” uma marcha pra reduzir as rotações do motor e poupar combustível. Para se ter ideia desse compromisso com a esportividade, a quarta marcha só “entra” por volta dos 100km/h, e a gestão do câmbio não se envergonha de insistir numa segunda em torno dos 60km/h. É claro que, nesse cenário, a suspensão e o volante ficam mais firmes. O ronco do motor é alto e grave, com aquele “repique” durante as trocas de marchas.

AUTÔNOMO A unidade testada trazia todos os opcionais disponíveis, talvez para mostrar todo o seu potencial. Um desses pacotes inclui vários sistemas autônomos, como controle de cruzeiro adaptativo, assistente de estacionamento, assistente para luz alta, assistente frontal (que reconhece a possibilidade de uma colisão dianteira e pode atuar automaticamente na frenagem), além de faróis de LED com luz de curva.

CONCORRENTES Ainda que não sejam de segmentos idênticos, um concorrente histórico do Golf GTI é o Honda Civic Si. Fabricado no Canadá, atualmente o modelo está disponível com carroceria cupê para lá de agressiva. O conjunto mecânico – motor 1.5 turbo e câmbio manual de seis marchas – fornece performance divertida, porém, bem mais tímida que a do Golf. Entre o conteúdo de série, destaque para sistema de amortecimento adaptativo, teto solar, faróis full LED, chave presencial, seis airbags, assistente de ponto cego, controles de tração e estabilidade, rodas 18 polegadas e sistema multimídia com tela de sete polegadas e navegação GPS. Outra opção para quem pensa em comprar o Golf GTI é o Volvo V40 na versão R-Design, que traz motor 2.0 turbo de 245cv e câmbio automático de oito marchas. Os destaques entre os itens de série são assentos com regulagem elétrica, teto solar panorâmico fixo, painel de instrumentos digital, cinco airbags, assistente de frenagem de emergência, chave presencial, controles de tração e estabilidade, e rodas de 18 polegadas.


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