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Estado de Minas

Eriberto Leão: "O amor é a única revolução verdadeira"

Ao revisitar sua atuação em "Malhação: Sonhos" como Gael, ator afirma que só este sentimento, aliado aos sonhos, é capaz de mudar o mundo


28/02/2021 04:00

(foto: Paulo Belote/GLOBO)
(foto: Paulo Belote/GLOBO)

"Esse trabalho (em "Malhação: Sonhos") tem tanto valor que coloquei como nome do meu filho (caçula) o mesmo do personagem (Gael)""


Eriberto Leão se sente grato pela oportunidade de ter dado vida ao mestre Gael de “Malhação: Sonhos”, reprisada atualmente na Globo. Na novela teen, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, o professor de muay thai parece "casca grossa". Mas, no fundo, é um homem sentimental quando se trata das filhas – Bianca (Bruna Hamú) e Karina (Isabella Santoni), e da amada Dandara (Emanuelle Araújo). Para seu intérprete, esse projeto mostra não só a sua evolução, como também a de seus colegas de elenco.

Na entrevista a seguir, o ator, que tem 48 anos e nasceu em São José dos Campos, no interior de São Paulo, fala do peso que “Malhação: Sonhos” teve na sua trajetória pessoal e artística. Além disso, relembra alguns momentos especiais dos bastidores; cita uma cena inesquecível e comenta sobre que mensagem essa temporada da novela traz ao público
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Em "Malhação: Sonhos", Gael (Eriberto Leão) é professor de muay thai e pai de Karina (Isabella Santoni) (foto: Renato Rocha Miranda/globo)

Qual o significado do Gael de “Malhação: Sonhos” na sua carreira?
Não sei se eu diria novo fôlego na carreira, mas Gael entra como uma continuidade de um trabalho, com um personagem mais velho do que estava acostumado a fazer, pai de duas meninas. Ele me trouxe maturidade como ator e pessoa. Quando fui convidado pelo Luiz (Henrique Rios, diretor), falei que tinha de me apaixonar pelo papel e isso aconteceu já no primeiro parágrafo (do texto). Esse trabalho tem tanto valor que coloquei como nome do meu filho (caçula) o mesmo do personagem. Os atores, autores, direção, todos me ensinaram muito. Sou grato ao universo por ter estado em “Malhação: Sonhos”.

Como eram os bastidores?
Tinham aquelas rodas de violão com as canções. Amo todo mundo do elenco e sei que também sou amado. Acredito que o amor é a única revolução verdadeira. Quando junta esse sentimento aos sonhos, a gente é capaz de mudar o mundo. Não sei se o Luiz (diretor) sabe dessa história, mas encontrei a minha cachorra, a Gaia, lá nos estúdios Globo.

Que mensagem você acha que Gael e companhia passam para o público?
Nesse trabalho, a gente consegue provar que a vida é sonhada através da nossa arte. Uma frase do Raul Seixas (1945-1989) rege a minha vida: "Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade".

Que cena desse projeto foi inesquecível para você?
Uma cena muito importante é a do nascimento do bebê, Miguel. A gente estava na fase final da novela, já tinha trilhado uma longa jornada e a família que se formou na nossa equipe foi simbolizada de uma forma muito bela, com todo mundo abraçado no nascimento de um bebê, que é a esperança. Mas esperança do verbo esperançar do Paulo Freire, que é diferente. Não é esperar, mas lutar, correr atrás, acreditar. É acordar todo dia e pensar que o último dia fácil foi ontem e que vamos vencer, porque nós somos a própria evolução. (Estadão Conteúdo)


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