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Estado de Minas

Benjamin Back: "O Arena SBT é um futebol sem mimimi"

Benja, apresentador do programa do SBT/Alterosa, diz que atração fala de forma bem-humorada e direta sobre futebol


22/11/2020 04:00

O apresentador Benjamin Back, o Benja, criou o mimizômetro, que fica no estúdio do programa e é ligado quando alguém
O apresentador Benjamin Back, o Benja, criou o mimizômetro, que fica no estúdio do programa e é ligado quando alguém "começa a ensaboar" (foto: Lourival Ribeiro/SBT)
“Futebol raiz”. É assim que Benjamin Back, o Benja, de 51 anos, descreve o programa esportivo Arena SBT, conduzido por ele e exibido às segundas-feiras pelo SBT/Alterosa. “É um futebol sem mimimi. Não é aquele programa de futebol que parece que você está em uma aula da faculdade estudando trigonometria”, brinca o apresentador.

Benja  conta que a decisão de criar o programa esportivo surgiu depois que a emissora de Silvio Santos adquiriu os direitos de transmissão da Copa Libertadores. Nele, além das notícias do principal torneio de futebol das Américas, são apresentados os lances da rodada do Brasileiro, informações sobre os times e polêmicas dentro e fora de campo. “O Arena é um desafio muito legal! Ainda mais por estar no SBT, que tem um alto-astral da manhã até a noite.”

O apresentador afirma que sempre busca conduzir o programa da forma mais descontraída possível. “Teve uma vez que falei que iria morrer, então caí no chão. Os caras fazendo o programa, e eu no chão sem me mexer”, lembra o jornalista. “Mas o Arena não é um programa de humor e eu não sou humorista. Sou só um cara bem- humorado.”

Arena SBT, que estreou em outubro, recebe semanalmente convidados especiais e conta com a participação dos comentaristas Mano, Cicinho e Emerson Sheik. “O Mano, a gente está junto há 20 anos, já nos comunicamos até pelo olhar. O Cicinho é um cara engraçado, que tem bons comentários. O Emerson dispensa apresentação, com suas tiradas inteligentes. Nós todos temos uma química que ajuda muito na hora do bate-boca e da zoeira”.

Para Benja, é importante manter o clima dos gramados no programa e, segundo ele, com o time de comentaristas da atração isso é possível. “Aliás, eu prefiro assim do que se fôssemos quatro caras com um tom professoral, querendo ensinar futebol para as pessoas. Quero que o público tenha os mesmos sentimentos de quando está assistindo a um jogo de futebol. O problema é ver gente bocejando e quase dormindo”, observa ele.

Segundo o apresentador, as zoações, confusões e polêmicas fazem parte do esporte. “Você está lá no churrasco falando de futebol e o bicho sempre pega. Não tem como”, exemplifica. “Futebol tem que ter discussão, polêmica e tiração de sarro. A chapa esquenta às vezes? Lógico que esquenta. E vai esquentar muito mais.”

"O Mano, a gente está junto há 20 anos. O Cicinho é um cara engraçado. O Emerson (Sheik) dispensa apresentação, com suas tiradas inteligentes. Nós todos temos uma química que ajuda muito na hora do bate-boca e da zoeira"

Benjamin Back, jornalista e apresentador


MIMIZÔMETRO 
Uma das novidades do Arena SBT é o “mimizômetro”. “Na semana passada, criei o mimizômetro. Então, quando você pergunta uma coisa para o cara e ele começa a ensaboar, começa com o mimimi, eu falo: 'Liga o mimizômetro’”, explica. O grande termômetro fica no estúdio do programa. “É legal pra caramba, até porque tudo é mimimi agora”, ironiza.

Benja revela que o jornalismo não foi sua primeira escolha profissional. “É uma longa história, sou formado em economia e trabalhei muitos anos no varejo. Numa guinada da vida, entrei para o jornalismo esportivo, me apaixonei e nunca mais saí.” Com mais de 20 anos de carreira, ele, desde 2014,  também é contratado dos canais Fox Sports.

O apresentador conta que sempre foi apaixonado pelo futebol. “Os programas que faço, o que o telespectador vê no ar, é o que eu sou fora dele. Não sou um personagem, sou isso aí mesmo. Tenho amigos de infância que falam que me preparei a vida inteira para isso, que desde os 5 anos já enchia o saco deles com o futebol”, brinca.

AGLOMERAÇÃO 
A pandemia do coronavírus, como não poderia de ser, também afetou a vida do apresentador. “Este ano, vou te falar… É a primeira vez na vida que não vou a um estádio de futebol durante um ano inteiro”, lamenta o jornalista.  Para ele, jogo realizado sem a presença da torcida (medida necessária nestes tempos de COVID-19) é como errar um pênalti. “Não tem nada mais legal do que ir a um estádio de futebol. Como é bom uma aglomeração, falar um monte de bobagem e se divertir”, conclui.

* Estagiária sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro

ARENA SBT 
.Às segundas, às 23h30
.SBT/Alterosa 


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