Publicidade

Estado de Minas

Estudo mostra que 20% dos adolescentes nos EUA trocam fotos de sexo pelo celular


postado em 10/10/2014 10:10 / atualizado em 10/10/2014 10:05

Uma vez que a foto foi enviada, o remetente não tem controle sobre ela(foto: REUTERS/Siegfried Modola )
Uma vez que a foto foi enviada, o remetente não tem controle sobre ela (foto: REUTERS/Siegfried Modola )
WASHINGTON - A prática do "sexting", que consiste na troca de imagens sexuais pelo celular, é uma prática muito disseminada entre os adolescentes americanos, apesar dos riscos de "bullying" e de consequências às vezes fatais.

Segundo estudo da Universidade de Utah (oeste), publicado nesta quarta-feira, 19,1% dos 1.130 estudantes do ensino médio entrevistados admitiram ter enviado fotos nus, e 38% afirmaram ter recebidos imagens assim. Além disso, entre estes últimos, uma pessoa em cada cinco disse ter reenviado a foto para outra pessoa.

Já as adolescentes contaram ter mandado esse tipo de mensagem aos namorados em 83% dos casos, enquanto apenas 53% dos rapazes fizeram isso com suas companheiras. Deles, 12% mandaram "sexts" (mensagens com conteúdo sexual) para alguém com quem queriam sair, ou fazer sexo, e outros 2,4%, para pessoas que tinham acabado de conhecer.

Esses resultados mostram poucas mudanças em comparação com um estudo feito no ano passado, afirmou o professor de Psicologia Don Strassberg, da Universidade de Utah.

"O 'sexting' está longe de ser uma prática isolada, e a possibilidade de transmitir uma foto sexual pode chegar a ser problemática, em particular para as mulheres jovens que compartilham fotos explícitas", explicou.

"Uma vez que a foto foi enviada, o remetente não tem controle sobre ela", lembrou Strassberg, que disse não entender o motivo pelo qual os adolescentes ainda escolhem se colocar em risco.

Entre os riscos, Strassberg citou desde constrangimento e humilhação até, em alguns casos, chantagem para encobrir imagens pedófilas, ou pornográficas, assédio sexual e o chamado "cyberbullying".

O "sexting" provocou tragédias nos Estados Unidos, particularmente entre os adolescentes.

Um caso particularmente comovente no país foi o de Jessica Logan, enforcada aos 18 anos, em 2008. Ela se suicidou, depois que uma foto dela nua, que ela própria tirou e mandou para o namorado, foi enviada para centenas de adolescentes de colégios do estado de Cincinnati (Ohio, norte).

Hope Sitwell, de 13, também se enforcou por motivos similares um ano depois.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade