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Estado de Minas

Conheça os benefícios e os micos do GPS em smartphones

Smartphones com serviços de GPS já são maioria no mercado e mão na roda para achar endereços. Mas também podem fazer o usuário pagar muito mico


postado em 25/04/2013 11:00 / atualizado em 25/04/2013 11:25

Tentando fugir de um engarrafamento no Bairro Betânia, região Oeste de Belo Horizonte, o engenheiro elétrico e consultor de tecnologia Erik de Brito e Silva acionou o GPS do seu smartphone, que lhe indicou o melhor caminho: pegar a Rua Ascânio Cássio Guimarães (antes chamada Rua 16) e entrar na Rua Geralda Antunes dos Santos, que o levaria à Rua Lotus para sair em seguida na Rua Vinte e Dois na marginal do Anel Rodoviário. O resultado, segundo ele, foi desastroso, pois o aparelho o levou a um trecho da Rua Geralda Antunes dos Santos interrompido por um córrego, embora o GPS mostrasse que a ligação com a Rua Lotus era normal. Para piorar, já estava de noite e o lugar era bastante ermo. “Sem conhecer bem a região, acabei me perdendo ainda mais e tive dificuldades para sair de lá”, conta. Isso aconteceu há seis meses e esta semana o Informatic@ retornou ao local para ver se as condições eram as mesmas.

No início do ano, três turistas de Jundiaí (São Paulo) foram assaltados no Guarujá (também em São Paulo) depois que o GPS indicou erradamente o endereço ao qual se destinavam, levando-os à periferia da cidade. Há mais tempo, três noruegueses que voltavam de Búzios (Rio de Janeiro) e seguiam para Copacabana, na Zona Sul do Rio, sofreram com ação de traficantes da Favela da Maré, que atiraram no veículo em que estavam. O motorista foi ferido. Como contaram à polícia, ao atravessarem a Ponte Rio-Niterói, se perderam na Avenida Brasil e acabaram entrando no conjunto de favelas. O erro ocorreu porque confiaram nas informações do GPS.

O aparelhinho, que funciona via localização por satélites, equipa praticamente todos os celulares que acessam a internet. Na década de 1950, os norte-americanos rastrearam o primeiro satélite artificial não tripulado lançado pela antiga União Soviética, o Sputnik. Perceberam que o seu deslocamento poderia render informações valiosas para as pesquisas de navegação levantadas por cientistas do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins. Anos mais tarde, investimentos de US$ 19 bilhões, feitos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, propiciaram diversas aplicações, inclusive bélicas, da nova tecnologia. Mas a mais usada delas é também a mais simples: localizar e chegar a endereços.

Com a introdução de serviços GPS nos celulares, isso ficou ainda mais fácil. De carro ou a pé por uma cidade, basta acionar o recurso do telefone e encontrar o lugar a que se deseja ir. Ou melhor, nem sempre, como comprovaram as experiências citadas no início desta matéria. Muitas vezes o sistema não funciona bem, levando o usuário a furadas. Se for uma simples contramão, uma rota um pouco mais longa ou rua sem saída, tudo bem. Mas erros nas instruções desses navegadores, além de gerar mais gasto de combustível com rotas absurdas, podem causar problemas mais sérios, como atolar carros em pântanos, encalhar em trilhos de trem, ser arrastado por um rio ou entrar em lugares perigosos.

 Não há como negar a utilidade de um GPS e como os aparelhos nos ajudam em situações as mais diversas, principalmente quando se conta com o serviço em um dispositivo tão prático quanto o celular. Mas vale tomar cuidado e não confiar cegamente em suas informações. O Informátic@ saiu às ruas para testar o serviço de GPS em smartphones utilizando um iPhone com seu sistema operacional iOS,da Apple, e um Samsung Galaxy Note, com Android, do Google. Você vai ver nesta edição o resultado dos testes, saber um pouco mais como funciona um GPS, conhecer experiências de usuários mineiros e as causas dos frequentes erros de localização.


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