Bruno Silva
Enviado especial
Barcelona – Nos lotados corredores do Mobile World Congress, o tamanho dos aparelhos impressionou: uma infinidade de telefones de cinco, seis e até sete polegadas, com processadores de quatro núcleos e câmeras de até 13 megapixels representaram o que havia de mais avançado na feira. Com o Galaxy S IV reservado para um lançamento separado, em Nova York, no próximo dia 14, a Samsung guardou para Barcelona uma série de celulares e tablets de diferentes tamanhos e preços, mas com um elemento em comum: todos se inspiram na bem-sucedida combinação de hardware e de software do Galaxy S III. Isso fica claro no Galaxy Note 8.0, principal lançamento da companhia no MWC.
O aparelho tem processador quad-core 1.6GHz, 2GB de memória RAM e duas configurações de memória interna: 16GB e 32GB. O Galaxy Note 8.0 chega ao Brasil em abril, ainda sem preço definido, mas, de acordo com executivos da empresa, deve ficar na faixa de R$ 1,5 mil com 3G. Há ainda uma versão mais barata, mas sem valor divulgado, apenas com wi-fi. Para o primeiro semestre, a Samsung vai lançar também um segundo aparelho com suporte ao 4G. Batizado de Galaxy Xpress, ele chega ao país no próximo mês, por R$ 1.599, e é alardeado como um dispositivo mais acessível entre o seleto grupo capaz de acessar a nova rede – Motorola Razr HD, Nokia Lumia 920 e Samsung Galaxy S III LTE, todos na faixa dos R$ 2 mil.
Intermediários
A fabricante anunciou, também para abril, o lançamento nacional do Galaxy Fame e do Galaxy Young, um smartphone de baixo custo com processador de 1GHz, 768MB de memória RAM, tela de 3.27 polegadas, câmera de 3 megapixels e 4GB de armazenamento.
Com uma gama enorme de dispositivos móveis no mercado brasileiro, a Samsung acredita que os novos aparelhos vão se diferenciar dos que são vendidos no Brasil e, assim, não canibalizam outros produtos. "O novo tablet vende essa aposta de que consumidores querem um aparelho grande, com uma experiência maior na tela", explica o diretor de Produtos de Telecomunicações da Samsung Brasil, Roberto Soboll. Raciocínio similar também separa o Galaxy Young do popular Galaxy Y. "O Y continua sendo o smartphone de entrada e o Young vem em um segundo nível, com câmera um pouco melhor e um pouco mais de processamento.
