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Estado de Minas ATLÉTICO

Com Nathan, Galo tem 73% de aproveitamento e perdeu só uma vez em 2020

Armador prepara o retorno ao time titular alvinegro para o sábado, diante do Atlético-GO. Ele desfalcou a equipe em oito jogos por causa de problema na coxa esquerda


16/09/2020 16:03 - atualizado 16/09/2020 18:43

Jogador de 24 anos teve contrato renovado até 2024(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Jogador de 24 anos teve contrato renovado até 2024 (foto: Bruno Cantini/Atlético)

Por cerca de um mês, o argentino Jorge Sampaoli lamentou seguidas vezes pela ausência do armador Nathan nas partidas do Atlético no Campeonato Mineiro e no Brasileiro. E o treinador tinha razão. O jogador de 24 anos se tornou um dos mais regulares da equipe em 2020, com participação decisiva em gols e assistências, além de contribuir diretamente para vários resultados positivos da equipe. Com ele em campo, o Galo sofreu uma única derrota na temporada, ainda no primeiro semestre, sob o comando de Rafael Dudamel: nos 2 a 1 sobre a Caldense, no Mineirão, pelo Estadual.
 
Nathan atuou em exatamente a metade dos 28 jogos do Galo no ano. Nos confrontos em que ele esteve em campo, o Atlético obteve 73% de aproveitamento, com nove vitórias, quatro empates e um resultado negativo. Sem o armador, o rendimento do time alvinegro sofre uma queda: conquistou 61% dos pontos disputados, com oito vitórias, dois empates e quatro derrotas. 

O jogador desfalcou o Atlético em oito jogos devido à lesão muscular no bíceps femoral da coxa esquerda, mas voltou a jogar na vitória sobre o Bragantino por 2 a 1, no Mineirão, no fim de semana, quando atuou por 20 minutos. Agora, com semana cheia para se preparar, o jogador pode voltar ao time titular no duelo com o Atlético-GO, sábado (19), às 21h, no Estádio Olímpico, pela 11ª rodada do Brasileiro, em confronto que pode valer a liderança para os mineiros. 

Recentemente, Sampaoli lamentou pelo grupo não contar com um atleta com as mesmas características de Nathan. Se ele tivesse o jogador, poderia ter poupado o camisa 23 no Brasileiro – como vem fazendo com o restante do grupo – e evitado a lesão. “Na nossa atual realidade, temos que ser muito ativos no ataque e necessitamos muito da rotação dos jogadores. Não foi possível poupar o Nathan, por não termos outro jogador, e por isso ele terminou o jogo lesionado. Parte dessa intensidade é devido às mudanças que fazemos”, afirmou, depois da vitória sobre o Corinthians, no ano passado. 

Sem Nathan, Sampaoli alternou a escalação com Hyoran e o equatoriano Alan Franco numa função mais central. O ex-jogador do Palmeiras oscilou muito nas vezes em que esteve campo. Já o  gringo respondeu melhor ao teste, sendo decisivo nas vitórias sobre Tombense, na final mineira, São Paulo e Coritiba. 

Foi o próprio Sampaoli que convenceu a diretoria alvinegra a investir na contratação em definitivo do jogador, que antes pertencia ao Chelsea. Em julho, o Galo pagou 3 milhões de euros (R$ 18 milhões) ao clube inglês por 100% dos direitos econômicos e firmou contrato até 30 de junho de 2024.
 
A cúpula já havia prorrogado por três vezes o empréstimo do armador, que já havia mostrado boas atuações no ano passado. 

 
Janela de transferências 

Sampaoli já avisou à diretoria que deseja ter outro jogador que exerça o papel de camisa 10, mas as negociações não serão fáceis. A partir de 9 de outubro, os clubes serão liberados novamente a buscar reforços no exterior (com data-limite até 9 de novembro), depois de consenso estabelecido entre a CBF e os participantes do Campeonato Brasileiro. A ação foi uma tentativa de a entidade compensar o tempo perdido pelas equipes durante a paralisação das competições de março a agosto.
 
O treinador do Atlético já havia afastado o equatoriano Cazares e o colombiano Borrero, que estavam fora dos planos. Ele sugeriu a contratação de Thiago Neves (ex-Grêmio), mas a torcida fez forte pressão por causa do histórico de postagens provocativas contra o clube nas redes sociais como atleta do Cruzeiro.

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