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Estado de Minas

Ares europeus nos gramados brasileiros

O argentino Lionel Messi puxa a fila de grandes astros que jogarão a competição continental no Brasil. Mesmo sem Neymar, torcida não terá do que reclamar


postado em 10/06/2019 04:07



A exemplo da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, a Copa América de 2019 será uma ótima oportunidade para que os torcedores possam ver grandes jogadores em ação nos gramados brasileiros. Mesmo que Neymar tenha sido cortado por causa de lesão no tornozelo direito, não faltarão craques na competição. Neste mês e no próximo, os astros das seleções, em sua maioria, já passaram dos 30 anos e chegam ao Brasil vivendo momentos diferentes depois de temporada cheia na Europa e no próprio país sul-americano.

Neymar seria o grande centro das atenções na Copa América, mas teve detectado rompimento do ligamento do tornozelo direito depois de sofrer entorse no amistoso contra o Catar, em Brasília. Além dos problemas físicos, ele é alvo de investigação da polícia por suposta tentativa de estupro no mês passado contra a modelo paulista Najila Trindade. O grande desafio do craque do Paris Saint-Germain será colocar a cabeça em ordem para se recuperar ao máximo e defender a Seleção Brasileira nas competições futuras.

Sem Neymar, as armas do Brasil são o armador Philippe Coutinho, que esteve em baixa e foi muito vaiado no Barcelona nesta temporada, o goleiro Alisson e o atacante Roberto Firmino, campeões europeus com o Liverpool. A torcida também tem grande expectativa nas boas apresentações dos jovens Richarlison (Everton) e David Neres (Ajax), que brilharam na temporada europeia. O grande astro da Copa América está do lado dos argentinos. Lionel Messi, de 32, terá a difícil missão de levar o seu país a um título depois de 26 anos. Ele é líder técnico de uma seleção que busca identidade sob o comando de Lionel Scaloni, efetivado para o lugar de Jorge Sampaoli. Messi bateu na trave nas duas últimas vezes que disputou a Copa América, perdendo o título nos pênaltis para o Chile em 2015 e 2016. Ele também disputa a competição com o intuito de se recuperar do abalo emocional depois da eliminação do Barcelona na Liga dos Campeões pelo Liverpool, nas semifinais.

O camisa 10 entende que o desempenho dos argentinos pode ser diferente nesta edição: “Vamos com entusiasmo e vontade de sempre. A Argentina está passando por um processo de reformulação, com jovens jogadores e que não têm muitas partidas com a seleção. É o primeiro torneio oficial de muitos deles. Mas a Argentina vai tentar ganhar, mesmo não sendo uma candidata ao título. Se ganharmos a Copa América, podemos começar a trabalhar com tranquilidade para chegar bem ao Mundial do Catar”.

Quem divide as atenções com Messi na seleção albiceleste é o atacante Kun Agüero, de 31, um dos destaques da campanha vitoriosa do Manchester City no Campeonato Inglês, com 21 gols em 33 jogos. Outro que se candidata à diferencial na equipe é Angel Di María, também de 31, companheiro de Neymar no PSG, mas que sempre faz boas apresentações pela Argentina.

O Uruguai disputa a competição confiando no talento de atletas como Luís Suárez e Cavani, que forma uma das duplas de ataques mais temidas do mundo. Mais experientes, ambos acreditam que agora o momento é ideal para voltar a dar um título ao país depois da conquista sul-americana em 2011. Vice-artilheiro do Barcelona na temporada, com 25 gols, Suárez tenta chegar bem à disputa depois de passar por cirurgia no joelho direito. Outra aposta da Celeste Olímpica atua no futebol brasileiro: o armador De Arrascaeta (ex-Cruzeiro), camisa 10 da seleção e atualmente no Flamengo. Como Neymar, Cavani jogará depois de temporada pouco expressiva pelo PSG, com direito à eliminação nas oitavas da Liga dos Campeões.

EM BUSCA DO TRI Fora da última Copa do Mundo, o Chile busca o tricampeonato da Copa América confiando na capacidade de dois jogadores que atuam na Europa. O volante Arturo Vidal, de 32, cresceu de rendimento e tem feito grandes atuações depois de trocar o Bayern de Munique pelo Barcelona. Já o atacante Alexis Sanchéz, de 30, se mantém como um dos pilares de La Roja mesmo que não tenha feito grande temporada pelo Manchester United, equipe em que foi reserva no Campeonato Inglês e na Liga dos Campeões.

A Colômbia persegue o título sul-americano desde sua última conquista, em 2001, em casa. E novamente os astros são o armador James Rodríguez, de 27, e o atacante Falcao Garcia, de 33, peças fundamentais no esquema do técnico português Carlos Queiroz. Depois de passagem pelo Bayern, James pediu para ser negociado e seu futuro ainda é desconhecido. Já Falcao vive situação inversa: tenta se redimir na Copa América após quase ser rebaixado com o Monaco à Segunda Divisão francesa.

Um dos astros mais experientes nesta Copa América está em alta no futebol brasileiro. Desde que trocou o Flamengo pelo Internacional, o atacante Paolo Guerrero tem sido decisivo nos jogos do colorado, sobretudo na Libertadores – no total, foram nove gols em 13 jogos. Ele jogou a última Copa do Mundo graças a um recurso obtido no Tribunal Federal da Suíça depois de ser suspenso por doping. Curiosamente, ele estreia na Copa América justamente na Arena Grêmio, arquirrival do Internacional, contra a Venezuela.


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