Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Em BH, arquibancada especial


postado em 10/06/2019 04:07

Torcedoras se organizaram para assistir à partida num bar, reunindo cerca de 300 pessoas(foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Torcedoras se organizaram para assistir à partida num bar, reunindo cerca de 300 pessoas (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
 
 
A estreia vitoriosa contou com reforço na torcida em Belo Horizonte. Cerca de 300 pessoas lotaram um bar na região do Bairro Funcionários para acompanhar o duelo com a Jamaica. A mobilização da torcida em pleno domingo de manhã chamou a atenção de quem passava pela esquina das avenidas Afonso Pena e Getúlio Vargas. Eram comemorações efusivas, lembrando a presença em massa em dias de jogos pelas copas do mundo masculinas, e já está prevista articulação para os dois próximos jogos do Brasil na primeira fase.

Uma das presentes, a contadora Angélica Cândido, de 25 anos, espera que a adesão aumente, dando mais força para o futebol feminino. “Eu estava no Mineirão no jogo entre Brasil e Austrália (na Olimpíada), que foi maravilhoso, em que a Bárbara defendeu muito e sou apaixonada por futebol. A mobilização está ótima, mas acho que precisamos ainda mais. Precisamos parar a rua, fortalecer as meninas sempre”, defende.

A principal responsável pela reunião no Bar da Dalva é a empresária Ludymilla Rodrigues, de 31 anos. Ela conta que um grupo de mulheres de Curitiba, que tem um projeto de empoderamento feminino, resolveu lançar a ideia de mobilizar a torcida para a Copa do Mundo feminina e fez contato para nomear embaixadoras nas capitais.

Em BH, coube a Ludymilla a tarefa. A empresária espera que esse movimento seja o início da consolidação de uma cultura de valorização das mulheres no futebol. “Pela primeira vez a Copa está sendo exibida em TV aberta, as meninas agora compram camisa da Seleção feminina. Vejo que elas estão muito mais empolgadas. Sinto que é um bom pontapé para a gente lutar pelo futebol e pela profissionalização da mulherada”, completa.

Apaixonada pelo futebol feminino, a engenheira Cynthia Shema, de 49 anos, joga bola três vezes por semana e aprovou o movimento. “Estou encantada, porque o futebol feminino sempre foi a minha paixão. E a gente se encontrar para admirar as nossas meninas é muito legal”, diz ela. Com o sucesso da ação, o bar planeja ampliar o número de televisores para os próximos jogos, contra a Austrália, na quinta-feira, e a Itália, em 18 de junho.



Publicidade