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Estado de Minas

Pressão por todos os lados

Enquanto a CBF pede explicações, 111 conselheiros lançam manifesto exigindo transparência da diretoria e Conselho constitui grupo para apurar denúncias


postado em 30/05/2019 04:08

O presidente Wagner Pires de Sá está sendo pressionado para afastar Itair Machado(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
O presidente Wagner Pires de Sá está sendo pressionado para afastar Itair Machado (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)


Se o futebol apresentado atualmente pela equipe é morno, na política do Cruzeiro o clima continua pegando fogo depois das denúncias apresentadas no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo. De conselheiros se mobilizando a diretores exigindo medidas do presidente Wagner Pires de Sá, toda a cúpula celeste está pressionada e buscando uma saída para a crise. Para completar, a CBF já pediu explicações ao clube e não descarta punições.

Principal alvo de insatisfação é o vice-presidente executivo de futebol, Itair Machado. Ele seria o responsável por algumas das irregularidades apontadas pela reportagem e que estão sendo apuradas pela Polícia Civil, como falsificação de documentos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Seria dele, por exemplo, a ideia de dar percentual dos direitos econômicos de 10 jogadores como garantia de pagamento de empréstimo de R$ 2 milhões feito por um empresário, o que vai contra as determinações da Fifa. Para agravar ainda mais a situação, entre eles há uma criança de 12 anos, que nem sequer tem contrato assinado com o clube celeste – isso só pode ser feito com atletas a partir de 16 anos.

A saída do homem-forte da bola, porém, não é tão simples. Ele foi coordenador da campanha do atual presidente nas eleições de 2017. Ele teria financiado a corrida eleitoral do vencedor com o compromisso de obter plenos poderes no carro-chefe do clube, que movimenta mais de R$ 200 milhões por ano.

Além do mais, há cláusula no contrato de Itair que estabelece multa de R$ 2 milhões caso ele seja destituído do cargo antes de 31 de dezembro de 2019. Já se pedir demissão, não tem de pagar nada aos cofres celestes. A informação foi veiculada pela jornalista Gabriela Moreira, do Globoesporte.com.

COMISSÃO No Conselho Deliberativo a movimentação também é grande. Ontem, um grupo de 111 conselheiros divulgou manifesto pregando transparência nos atos administrativos e ressaltando não se tratar de grupo político, mas de “pessoas preocupadas com as diversas notícias ruins que são publicadas sobre o clube e com a atual situação financeira”. Na lista dos signatários estão nomes como o ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, o ex-vice-presidente Biagio Peluso e o ex-presidente do Conselho Deliberativo, José Ramos. E também Sérgio Santos Rodrigues, derrotado por Wagner Pires de Sá no pleito de 2017. Integrantes do Conselho Fiscal que pediram renúncia neste mês, como Celso Luiz Chimbida e Geraldo Luiz Brinati, são outros signatários.

Também ontem, o presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zezé Perrella, protocolou a constituição de comissão provisória, formada por três conselheiros, para acompanhar as denúncias envolvendo os membros da diretoria do clube. Márcio Antônio Camillozzi Marra, Jarbas Matias dos Reis e Walter Cardinali Júnior terão 30 dias para concluir o trabalho. Desses, apenas o último assinou o manifesto independente.

Além disso, marcou a data da eleição do novo Conselho Fiscal. Será em 13 de junho, às 18h, no salão nobre da Sede Social do Barro Preto.

Há também a expectativa que outro grupo de conselheiros se posicione favoravelmente a Wagner Pires de Sá e a Itair Machado. A situação tem maioria no órgão, que conta com 514 membros, além de 110 suplentes, inclusive sendo acusada de abusar de poder econômico e de usar a máquina do clube para isso.


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