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O adeus do italiano que virou mineiro


postado em 01/05/2019 05:04

Stefano Lavarini, ex-treinador do Minas(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)" title=""Já estava sentindo saudade de Belo Horizonte há três dias. Mas fazer o quê? Sou um profissional do vôlei e tenho de seguir em frente. Mas um dia, se houver oportunidade, quero muito voltar"

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"Já estava sentindo saudade de Belo Horizonte há três dias. Mas fazer o quê? Sou um profissional do vôlei e tenho de seguir em frente. Mas um dia, se houver oportunidade, quero muito voltar"

Stefano Lavarini, ex-treinador do Minas (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)



O comandante do título do Minas na Superliga Feminina de Vôlei, o italiano Stefano Lavarini, de 40 anos, despediu- se oficialmente do clube e do Brasil ontem. Ele embarcou de volta à Itália, onde permanecerá apenas dois dias, pois seguirá para a Coreia do Sul, onde assumirá o comando da seleção feminina local com o objetivo de se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020. Na despedida, o lamento por estar de partida e não poder ficar.

“Vou para um novo desafio. Terei pouco tempo para estruturar a Seleção Sul-coreana, mas terei uma grande ajuda dos auxiliares.”

Quando aceitou a proposta da Federação Sul-coreana de Vôlei, Lavarini disse que sabia que teria dificuldades por não ter contato com o vôlei do país. “Eu nunca dirigi uma jogadora coreana nas equipes que comandei. Somente joguei contra. Tenho conhecimento de algumas atletas, mas não de todas. Por isso, confiei nas indicações dos meus auxiliares. Eles indicaram as convocadas, que serão anunciadas assim que desembarcar em Seul.”

O treinador já faz planos para as disputas que terá pela frente. “Serão duas chances de classificação. A primeira, no Pré-Olímpico, em agosto, quando teremos pela frente Rússia, o maior favorito, México e Canadá. Mas haverá uma segunda chance, que será na disputa do Campeonato Asiático, em janeiro, em que estará em jogo uma vaga apenas. Espero que a China se classifique pelo Pré-Olímpico. O Japão, que sediará a Olimpíada, já está classificado. Isso significa que teremos uma luta direta contra a Tailândia pela última vaga do continente. ”

Choro Ontem de manhã, na ida para o aeroporto de Confins, Lavarini contou que chorou durante todo o caminho, desde a saída de BH. “Eu me apaixonei por Belo Horizonte. Por tudo aqui, as pessoas, a cidade, o Minas, as atletas, o pessoal do clube. Eu sempre fui um apaixonado pelo samba. Aqui conheci o pagode, que gostei também. Fui apresentado ao sertanejo, que confesso não ter gostado no início. Mas as meninas, as jogadoras, gostam dessas músicas. Acostumei-me, embora não fosse minha preferência. E na vinda para Confins, o tempo todo no carro tocou sertanejo e eu chorei o tempo todo.”

Lavarini conta também que os dias que seguiram à chegada de Uberlândia, onde o Minas conquistou o tricampeonato da Superliga, foram os mais difíceis desde que veio para o Brasil. “Eu chorei três dias seguidos. Tive de acertar minhas coisas, particulares. Mas a cada negócio ou providência que tomava, eu me recordava de todos aqui com quem convivia. Na verdade, já estava sentindo saudade de Belo Horizonte há três dias. Mas fazer o quê? Sou um profissional do vôlei e tenho de seguir em frente. Mas um dia, se houver oportunidade, quero muito voltar.”

Lavarini conta que depois de comandar a Coreia, deve retornar à Itália, pois tem convite do Busto Arsizio. “Não fechei ainda o contrato, mas é uma possibilidade muito grande.” Só que ao falar isso, voltam à mente lembranças mineiras. “Viajo de BH para Brasília, deonde sigo para Lisboa e, de lá, para Milão, minha casa. O tempo todo vou ficar recordando e pensando nos dois anos que passei no clube e na cidade.” O treinador diz que no máximo até quinta-feira embarcará para Seul. “Será o tempo para que tire o visto coreano e reencontre minha família.”


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