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Estado de Minas

Minas vence o primeiro round

Apoiado por mais de 8 mil torcedores, time da capital faz 3 a 2 no Mineirinho e pode ser campeão na sexta-feira. Ao Praia, resta ganhar em casa para forçar o terceiro duelo


postado em 22/04/2019 05:08

Minas-tenistas abriram 2 a 0, viram a equipe de Uberlândia crescer e reagir nos dois sets seguintes, mas retomaram o controle da partida e fecharam o tie-break com tranquilidade(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Minas-tenistas abriram 2 a 0, viram a equipe de Uberlândia crescer e reagir nos dois sets seguintes, mas retomaram o controle da partida e fecharam o tie-break com tranquilidade (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)



Ao vencer o Praia ontem, no Mineirinho, por 3 a 2 (28/26, 25/22, 17/25, 17/25 e 15/6), em jogo emocionante, o Minas deu um passo importante para a reconquista do título da Superliga Feminina de Vôlei, o que não ocorre desde 2002. A taça virá em caso de vitória no segundo jogo da melhor de três na sexta-feira, no Ginásio Sabiazinho, em Uberlândia. Já o time do Triângulo, que busca o bicampeonato, precisa ganhar essa partida para forçar a disputa do terceiro duelo, novamente em Belo Horizonte.

Um jogo, uma história e vários capítulos em três horas. Foi o que se viu ontem, no Mineirinho, que recebeu 8.450 torcedores. Primeiro capítulo: o Minas venceu os dois primeiros sets e deu a impressão de que ganharia com facilidade. Segundo capítulo: o Praia se recupera, cresce em quadra e, ajudado pelos erros do time da capital, ganha a terceira e a quarta parciais, foçando a disputa do tie-break. Aí, a surpresa maior, o terceiro capítulo: da mesma forma que viu seu jogo cair de qualidade e se tornar presa fácil para o Praia, o Minas reagiu. Quem passou a errar foi a equipe do Triângulo. No fim, um tranquilo 15/6, inimaginável em se tratando dos dois melhores times da Superliga.

Foi também um confronto de vários personagens. A ponteira campeã olímpica em Londres’2012, Fernanda Garay, do Praia, sofreu forte torção no tornozelo direito, ainda no primeiro set, e deixou a quadra chorando. Em um momento de solidariedade, todo o ginásio se levantou e gritou o nome da jogadora – que está com suspeita de fratura e hoje passará por ressonância magnética em Uberlândia. O time nitidamente sentiu a perda de uma de suas jogadoras mais eficientes de ataque.

Outro destaque foi a meio de rede Mayane, do Minas. Ela entrou no fim do quarto set, no lugar de Mara, que sentia cãibras, e se transformou em grande arma do técnico Stefano Lavarini, com importantes pontos de bloqueio e atuação determinante na defesa.

“A partir do terceiro set, o time desligou. Caiu a qualidade do passe. Um desequilíbrio afetou o nosso passe. Além disso, o Praia sacou muito bem. Mereceu vencer o terceiro e o quarto sets”, reconheceu Lavarini. Já Paulo Coco viu o jogo decidido em detalhes: “No primeiro set, perdemos a Fernanda Garay. Isso preocupou, mexeu com a equipe. Estivemos mal nessas duas etapas. Mas, no terceiro, passamos a jogar com lucidez. As meninas mostraram agilidade. Igualamos o placar e forçamos o tie-break. O Minas foi superior, abriu boa vantagem no início do set e não conseguimos mais igualar”.

DE CADA LADO Para a levantadora Macris, do Minas, um dos nomes da partida, o placar representou o alto nível do jogo: “São duas grandes equipes. A oscilação durante uma partida é normal. Foi o que aconteceu com a gente. Caiu o rendimento, no entanto, na hora certa recuperamos. É difícil tomar uma virada e reverter. Mas nós conseguimos”.

Maior pontuadora do Minas (e a segunda da partida, com 22 pontos), a ponteira Gabi estava feliz com o resultado, em especial porque foi a sua estreia no Mineirinho: “Foi fundamental não desistirmos. Eu mesma, no quarto set, cometi cinco erros. Isso me enervou, mas dei a volta por cima. A participação da torcida foi fundamental para que a gente voltasse para o jogo”.

A ponteira Rosamaria, do Praia, por sua vez, não escondia a tristeza: “A gente tem que pensar em um jogo de cada vez. Infelizmente, neste não deu, a vitória acabou não vindo, mas nosso time foi guerreiro. Podemos crescer muito”. A norte-americana Lloyd, levantadora  do time de Uberlândia, acredita em reviravolta. “Isso (a alterância de domínio na partida) é comum quando dois times de alto nível se encontram. Agora temos de pensar em vencer em Uberlândia, para forçar o terceiro jogo e voltar a BH.”


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