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Lembranças não muito boas (menos para o Coelho)

Aproveitando a brincadeira que viralizou nas redes sociais durante a semana, recordamos como foi a temporada de América, Atlético e Cruzeiro em 2009 e como estavam os estádios de BH


postado em 19/01/2019 05:02

 (foto: jorge gontijo/EM/D.a Press -29/1/09 )
(foto: jorge gontijo/EM/D.a Press -29/1/09 )


Parece pouco tempo, mas já faz quase 10 anos que o Cruzeiro perdeu o título da Copa Libertadores para o Estudiantes em pleno Mineirão, que o Atlético despencou na reta final do Campeonato Brasileiro e sequer se classificou para a Copa Libertadores e que o América superou concorrentes e venceu a Série C do Brasileiro. Na semana em que o desafio do #10yearschallenger se popularizou nas redes sociais, mostramos também a comparação e as mudanças pelas quais passou o futebol mineiro nos últimos 10 anos.

A temporada de 2009 terminou com gosto amargo para Cruzeiro e Atlético. Comandado por Adilson Batista, o time celeste teve tudo para conquistar seu terceiro título sul-americano. O grupo celeste contava com atletas rodados, mas sem tanta badalação, como os zagueiro Leonardo Silva (que naquela época não tinha tanta história no futebol) e Thiago Heleno, os volantes Henrique e Marquinhos Paraná e os atacantes Wellington Paulista e Thiago Ribeiro, e acabou sendo superado de virada pelo Estudiantes por 2 a 1, diante de mais de 60 mil pessoas no Mineirão.

O título sul-americano coroaria uma temporada que poderia ter sido perfeita: a equipe ganhara em 2009 o Estadual e levantou o Torneio de Verão, no Uruguai, competição que teve a participação do Atlético. Mas a frustração foi o estopim para o clube mudar de patamar. Depois daquela derrota, o Cruzeiro oscilou um pouco antes de se transformar no maior papa-títulos nacional na década, com a conquista de dois Brasileiros (2013 e 2014) e duas Copas do Brasil (2017 e 2018). Daquele time, dois atletas permanecem como elementos centrais na história recente celeste: o goleiro Fábio, jogador que mais defendeu o clube na história, e o volante Henrique, atual capitão.

O Atlético também poderia ter feito de 2009 um dos anos mais importantes de história. Foi o começo da administração de Alexandre Kalil, que mais tarde viria a ganhar a Libertadores. As contratações passaram a ter destaque no noticiário nacional, como a do pentacampeão mundial Ricardinho e do atacante Diego Tardelli. No campo, os resultados apareceram aos poucos.

Com um grupo de atletas que renderam bem no esquema do técnico Celso Roth, como Éder Luís e o próprio Diego Tardelli, o time alvinegro cresceu a cada rodada do Brasileiro, segurou a liderança por oito rodadas e era vice-líder a sete partidas do fim. Mas a derrota para o Flamengo por 3 a 1, em pleno Mineirão, desestruturou o grupo, que despencou na classificação e terminou com a modesta sétima posição, ficando fora da zona de classificação para a Libertadores do ano seguinte.

Depois disso, o Galo gradativamente mudou de ares, formando times mais competitivos e tendo destaque nacional. Em 2012, o time foi vice-campeão brasileiro. Na temporada seguinte, venceu a Libertadores e, um ano depois, faturou também pela primeira vez a Copa do Brasil. De 2009 pra cá, o Galo apostou em reforços badalados, como Ronaldinho Gaúcho, Fred, Robinho e Elias, e hoje tem como meta voltar a conquistar o Brasileiro, algo que não ocorre desde 1971.

Um jogador que foi destaque há 10 anos e também na conquista da Libertadores segue no imaginário alvinegro. Trata-se de Diego Tardelli, que, entretanto, já disse que pretende seguir no futebol chinês, onde está desde 2015.

SUBIDA

A fase de restruturação do América começou justamente há 10 anos, com o retorno de Givanildo Oliveira. Com paciência, ele montou a equipe que seria campeã da Série C do Brasileiro tendo talentos como o lateral-direito Danilo (hoje no Manchester City) e o volante Moisés (atual camisa 10 do Palmeiras). Desde 2010, o Coelho não voltou mais à Terceira Divisão, mas amargou o sobe e desce nas séries A e B, sem nunca ter ficado dois anos seguidos na elite nacional.





Mineirão e Independência

Não foram só América, Atlético e Cruzeiro que mudaram bastante em comparação a 2009. Os estádios de Belo Horizonte também passaram por transformações. O principal deles, o Mineirão, ainda era basicamente o mesmo local inaugurado em 1965, à exceção da modernização dos vestiários, a melhora do gramado e a colocação de cadeiras nas arquibancadas. O local ainda contava com a geral, onde a maior parte dos torcedores tinha de acompanhar os jogos em pé. O Gigante da Pampulha foi fechado em 6 de julho de 2010 para reforma total, pois foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Já o Independência ainda aproveitava a topografia do terreno em sua arquibancada de cimento. Também foi fechado para a Copa do Mundo de 2014, mas com objetivo de abrigar treinamentos das seleções, em janeiro de 2010. O formato de ferradura segue intacto, mas agora abriga três andares de cadeiras e melhor estrutura de banheiros e bares, além de camarotes.

Atlético

2009

Goleiros: Aranha, Bruno, Carini e Renan Ribeiro
Laterais: Coelho, Sheslon, Felipe, Marcos Rocha, Júnior, Wellington Saci e Thiago Feltri
Zagueiros: Alex Bruno, Jorge Luiz, Werley, Marcos, Thiago Cardoso e Pedro Benítez
Volantes e armadores: Corrêa, Jonílson, Márcio Araújo, Carlos Alberto, Paulinho, Chiquinho, Evandro, Renan Oliveira, Tchô e Ricardinho
Atacantes: Diego Tardelli, Éder Luís, Marques, Pedro Oldoni, Pedro Paulo e Renteria

2019

Goleiros: Victor, Cleiton, Michael e Fernando
Laterais: Emerson, Patric, Guga, Fábio Santos e Hulk
Zagueiros: Leonardo Silva, Réver, Igor Rabello, Maidana, Matheus Mancini e Matheus Stockl
Volantes e armadores: Adílson, Gustavo Blanco, Zé Welison, Elias, Jair, Lucas Cândido, Cazaresw, Vinícius, Terans e Nathan
Atacantes: Ricardo Oliveira, Chará, Luan, Maicon Bolt, Alerrandro e Leandrinho


Cruzeiro

2009

Goleiros: Fábio, Andrey e Rafael
Laterais: Jonathan, Jancarlos, Sorín, Athirson, Diego Renan e Fernandinho
Zagueiros: Leonardo Silva, Thiago Heleno, Leo Fortunato, Gustavo e Anderson
Volantes e armadores: Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Fabinho, Ramires, Elicarlos, Wagner, Bernardo, Gerson Magrão e Camilo
Atacantes: Soares, Kléber, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Wanderley e Alessandro

2019

Goleiros: Fábio, Rafael, Gabriel Brazão e Vítor Eudes
Laterais: Edílson, Orejuela, Egídio, Patrick Brey e Rafael Santos
Zagueiros: Dedé, Leo, Fabrício Bruno, Murilo e Cacá
Volantes e armadores: Ariel Cabral, Henrique, Lucas Romero, Lucas Silva, Jadson, Éderson, Rafinha, Robinho e Thiago Neves
Atacantes: Barcos, David, Fred, Raniel e Sassá


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