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Estado de Minas

Fair play

O fair play financeiro será fundamental para diminuir a desigualdade do nosso futebol


postado em 08/12/2018 05:08



O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, pede o fair play financeiro no futebol brasileiro, como ocorre nos principais países da Europa. A ideia é equilibrar as equipes e não deixar a diferença financeira afetar nas contratações e conquistas. O que acontece hoje é desumano, pois as equipes com maior poder aquisitivo contratam à vontade, sem que haja nenhum tipo de fiscalização. Dessa forma, o Palmeiras, por exemplo, que tem um grande patrocinador, leva vantagem sobre as demais equipes e busca os melhores jogadores no mercado sem que haja concorrência no mesmo nível. Sette Câmara quer que se estabeleça um teto para os clubes, e aquele que ultrapassar a meta seja punido por não cumprir o fair play financeiro. Acho justo.

Marcelo Moreno
O atacante Marcelo Moreno, que jogou nos últimos anos na China, não quer mais ficar no país asiático e busca uma volta ao Brasil ou à Europa. Por aqui há vários clubes interessados nele, inclusive o Cruzeiro, onde é ídolo. É sabido que o time azul não encontrou um centroavante capaz de fazer os gols de que o time precisa, tanto assim que teve, neste ano, a pior média de ataque de sua história. Moreno é um grande jogador, tem identidade com o clube e a torcida, e sabe pôr a bola nas redes como poucos. Como a posição de centroavante no futebol brasileiro é carente, acho que uma possível contratação dele seria uma grande aquisição para o Cruzeiro, que, mais uma vez, estará na Libertadores e vai priorizar a conquista da taça. Itair Machado já iniciou negociações.

Eleições
O Flamengo faz hoje eleições para decidir quem será o mandatário do clube nos próximos três anos. Ricardo Lomba, candidato da situação, disputa com Rodolfo Landim, da oposição. Como a situação fez péssima gestão no quesito futebol, gastando uma fortuna na montagem de times e conquistando apenas a Copa do Brasil em 2013, a oposição entra com força e uma nova mentalidade de priorizar o futebol. Se a gestão Bandeira de Mello, atual presidente, foi magnífica do ponto de vista financeiro, foi um horror no quesito títulos, e os associados estão bem divididos. O colégio eleitoral rubro-negro tem 8.044 sócios votantes. Será a primeira vez que uma eleição no clube carioca ocorre num fim de semana, pedido dos próprios associados, que entendem que dessa forma a presença dos votantes será maciça. Como rubro-negro que sou, gostei muito da gestão Bandeira de Mello, que ajeitou as finanças do clube, mas, se fosse votar, escolheria a oposição e contrataria Bandeira de Mello como diretor financeiro.

Bruno Henrique
O Cruzeiro quer o jogador, que atua no Santos. Ele é de BH, tem apartamento na cidade e já demonstrou interesse em vestir a camisa azul. Seu empresário, o ex-zagueiro Dênis, tem ótima relação com Itair Machado. O problema é que o Santos pede R$ 40 milhões e está fazendo leilão com o jogador. O Flamengo também quer o atleta e entrou na parada para contratá-lo. E existe uma terceira opção, que seria uma negociação com os chineses. Pela nova lei da China, uma negociação de R$ 40 milhões custaria R$ 80 milhões, por causa da exigência de 100% em impostos. Porém, cerca de 16 milhões de euros não seriam problema para os asiáticos, cujos clubes têm donos bilionários. Bruno Henrique é excelente jogador e sonha com a Seleção Brasileira. Talvez por isso opte por ficar no Brasil.

Posição isolada
A posição de Tite, ao não querer um encontro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, não é a posição da CBF. Ao contrário disso, o presidente atual, Coronel Nunes, e o eleito, Rogério Caboclo, têm boa relação com o novo mandatário brasileiro. Os três estiveram juntos no camarote da Arena Palmeiras e depois em campo, entregando o troféu de campeão ao time paulista e as medalhas aos jogadores. Se Tite é amigo do ex-presidente Lula, hoje condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, é um problema pessoal dele, e nisso a entidade não interfere. Porém, se o Brasil for campeão da Copa América e o presidente Bolsonaro quiser receber a delegação, ela poderá ir ao Palácio do Planalto, como sempre foi em outras oportunidades.


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