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Estado de Minas SUCESSÃO ESTADUAL

Após trato Bivar-Kalil, cúpula do União em MG diz ter autonomia sobre rumos

Deputado Marcelo Freitas, presidente do partido no estado, disse que direção nacional liberou a cúpula mineira para definir palanque; acordo com Zema pode sair


21/06/2022 18:20 - atualizado 21/06/2022 19:25

Na foto: deputado federal Marcelo Freitas
Marcelo Freitas (foto) é o presidente do União Brasil em Minas (foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Oito dias depois de o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, ter feito reunião para acertar apoio a Alexandre Kalil (PSD) em Minas Gerais, a cúpula do partido no estado diz que terá autonomia para decidir os rumos da sigla na eleição local. Nesta terça-feira (21/6), o deputado federal Delegado Marcelo Freitas, que preside a seção mineira do União, informou que há acordo para a liberação do diretório. O apoio da legenda é cobiçado pelo fato de ser ela a detentora da maior fatia do tempo de propaganda no rádio e na televisão.

Paralelamente ao acordo nacional por Kalil, a direção estadual do União Brasil mantém conversas com Romeu Zema (Novo), com quem o presidente estadual dá indícios de que a legenda deve caminhar. Na última quarta (15), Marcelo Freitas chegou a jantar com o governador. Como mostrou o Estado de Minas, estiveram na mesa o secretário de Estado de Governo, Igor Eto, um dos principais articuladores do Palácio Tiradentes, e o deputado federal Bilac Pinto, secretário-geral do União em Minas.

Ao EM, hoje, Freitas disse que a direção nacional da agremiação tem sido extremamente compreensiva com relação às particularidades de cada estado. "Como partido liberal que efetivamente é (o União Brasil), a proposta apresentada foi de se permitir que os diretórios estaduais tenham autonomia para decidir sobre os melhores rumos a serem tomados, com vistas a se conseguir, entre outros objetivos também relevantes, a eleição do maior número possível de Deputados em todo o país".

Embora tenha dado pistas do apoio a Zema e elogiado abertamente o pré-candidato à reeleição, Freitas pontuou haver "evidente dificuldade de articulação" no Executivo estadual.

"Observamos com certa clareza que há alguns conflitos internos no partido Novo que precisam de serem depurados. Estamos dando tempo ao governador e sua equipe para que possam superar essas questões e definir, com certa clareza, se pretendem uma candidatura 'antipolítica' ou com o efetivo apoio e participação de atores partidários, como o União Brasil, por exemplo".

Segundo o dirigente, antes de um apoio ser firmado, há arestas que precisam ser aparadas. "Para que a união se consolide é preciso que o partido do governador supere seus embates internos e diga como os demais partidos políticos podem contribuir com o governo. (O Novo) precisa compreender que não detém o monopólio da ética, da moral, da razão e dos bons costumes".

Além das tratativas com o Novo, o União chegou a abrir conversas com o PSDB, cujo pré-candidato é o ex-deputado Marcus Pestana, e com o Patriota. Ontem, inclusive, Bilac Pinto teve encontro com tucanos.

Após as declarações de Freitas, a reportagem procurou a direção nacional do União Brasil para saber se há definição concreta sobre a autonomia às direções estaduais na formação de alianças estaduais. A equipe de comunicação do partido, contudo, afirmou que não pode confirmar a informação.

Vice de Zema gera impasse


Os debates em torno da coalizão que vai sustentar a campanha de Zema têm sido permeados principalmente por conversas a respeito do futuro vice-candidato. Ontem, o governador disse ter convidado o jornalista Eduardo Costa, do Cidadania, para ser seu parceiro de chapa. A priori, no entanto, a dobradinha encontra resistência no PSDB. Isso porque os tucanos, que trabalham pela candidatura de Pestana, formam uma federação partidária com o Cidadania. No modelo, as legendas que se juntam devem atuar como agremiação única, apoiando o mesmo candidato.

Bilac Pinto, do União Brasil, também chegou a ser aventado para a vaga - apesar de, no lado de Kalil, a aposta para atrair o União seja entregar uma das suplências do senador Alexandre Silveira (PSD), que tentará renovar o mandato.

Outro nome em pauta é o do deputado federal Marcelo Aro (PP), tido por aliados de Zema como figura importante na articulação junto ao governo federal.

Em outra frente há o nome do ex-secretário-geral da gestão estadual, Mateus Simões. Ele é filiado ao Novo e tem a indicação a vice defendida pela ala do partido que advoga por uma chapa "puro-sangue", como a feita em 2018.

Conversas sobre Eduardo Costa


Na federação Cidadania-PSDB, a possibilidade de abrir mão do palanque próprio em prol de Eduardo Costa como companheiro de Zema é debatida desde sábado. O deputado estadual João Vítor Xavier, presidente do Cidadania em Minas, tem tratado do tema com o deputado federal Paulo Abi-Ackel, líder do tucanato mineiro.

Embora Eduardo tenha dito estar "propenso a topar" o convite, o primeiro movimento será debater a hipótese dentro do Cidadania. O segundo passo será levar o tema ao seio da federação com o PSDB.

"Se lá na frente houver entendimento de ambas as partes - Cidadania e PSDB - de que essa é uma boa solução, passaremos à outra parte: tentar convencer o Eduardo Costa disso", explicou, ontem, João Vítor Xavier.

"Pestana é um dos grandes quadros políticos nacionais do PSDB e tem uma carreira no parlamento e na gestão pública com amplitude e experiência reconhecidas. Já está em plena pré-campanha, inclusive tendo se afastado de seus interesses pessoais para percorrer Minas e participar de eventos e palestras", contrapôs a direção estadual do PSDB, em nota.


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