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Estado de Minas REPERCUSSÕES

PT pede impeachment de Bolsonaro por falas contra técnicos da Anvisa

Controvérsias sobre vacinação de crianças e demissões no Iphan após embargo de obra da Havan provocaram reações na oposição


18/12/2021 20:22 - atualizado 18/12/2021 20:37

O presidente Jair Bolsonaro participa de evento em Brasília (DF)
Bolsonaro foi refutado por Anvisa após pedir nomes de técnicos que aprovaram vacinação infantil (foto: EVARISTO SÁ/AFP)

O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou a semana investindo contra atos de Jair Bolsonaro (PL). Neste sábado (18/12), parlamentares da sigla acionaram a Procuradoria-Geral da República pediram a abertura de inquérito para a apuração de falas do presidente contra técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em outro movimento, o deputado Jorge Solla (BA) levou também ontem à mesa diretora da Câmara dos Deputados um pedido de impeachment do líder do governo federal por causa de demissões no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Na quinta-feira (16), técnicos da agência reguladora aprovaram a aplicação da vacina antiCOVID-19 da Pfizer em crianças de, no mínimo, cinco anos. Horas depois, Bolsonaro afirmou, em sua live semanal, que buscaria saber quem foram os profissionais responsáveis pelo parecer.

"Queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são essas pessoas e, obviamente, forme o seu juízo", disse ele. "Tenho uma filha de 11 anos e vou estudar com a minha esposa qual decisão que vamos tomar", emendou, em menção à filha caçula, Laura, e à companheira, Michelle.

Ontem, a autarquia emitiu nota refutando as falas de Bolsonaro."A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explícita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias".

No PT, há temor, inclusive, pela integridade física dos trabalhadores da agência. "Bolsonaro expôs os diretores da Anvisa à possibilidade de ameaças, agressões e até de morte. Esperamos que o procurador-geral da República faça cumprir a lei e garanta a investigação de Bolsonaro e a proteção dos servidores da agência", escreveu, no Twitter, o senador pernambucano Humberto Costa, ex-ministro da Saúde e um dos signatários da representação enviada à PGR.

Neste sábado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sinalizou que o Ministério da Saúde só vai "bater o martelo" sobre a imunização infantil em janeiro de 2022.

Mais um pedido de impeachment

Ontem, depois de Bolsonaro admitir, em evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ter "ripado" a alta cúpula do Iphan após embargo a uma loja da Havan, do bolsonarista Luciano Hang, Jorge Solla reagiu com pedido de impedimento do presidente.

Segundo Jorge Solla, o autor da solicitação, houve crime de responsabilidade. "(Bolsonaro) em detrimento das funções inerentes ao seu cargo, realizou a exoneração de servidores públicos, buscando atender interesses escusos e particulares".

"Há pouco tempo tomei conhecimento de uma obra de uma pessoa conhecida, o Luciano Hang, que estava fazendo mais uma obra e apareceu um 'pedaço de azulejo' durante as escavações. Chegou o Iphan e interditou a obra", falou Bolsonaro.

"Liguei pro ministro da pasta (responsável pelo Iphan), e perguntei 'que trem é esse?' Porque eu não sou tão inteligente como meus ministros. 'O que é Iphan, com PH?' Explicaram para mim, tomei conhecimento, 'ripei' todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá, o Iphan não dá mais dor de cabeça pra gente", continuou o presidente, sob apupos da plateia.

Neste sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro acatou liminar impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), e determinou o afastamento de Larissa Peixoto Dutra, atual presidente da entidade.


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