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Estado de Minas CLOROQUINA

Senadores pedem que Heinze seja citado em relatório da CPI

Senador é um dos nomes governistas mais alinhados com o presidente na CPI. Heinze é favor da cloroquina e do tratamento precoce


22/09/2021 16:43 - atualizado 22/09/2021 17:33

Senador Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Renan Calheiros (MDB-AL) bateram boca durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID. O governista acusou a CPI de manipular informações e passar vídeos falsos durante as sessões.
“Vocês têm uma equipe montando vídeos… vocês passam tudo do jeito que vocês querem. Vocês inventam frases”, declarou Heinze. 
 

Em resposta, o relator da CPI afirmou que quem compartilha notícias falsas na comissão é Heinze. “Quem divulga números imprecisos, equivocados e muitas vezes adulterados é Vossa Excelência”, declarou Renan.

“Investigue!”, respondeu Heinze. “Tá aqui os números. Aqui é coisa séria, não estou enrolando”, disse.
 
 

Em seguida à briga, Rogério Carvalho e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sugeriram que Heinze seja citado no relatório como investigado por divulgar fake news.

Heinze é um dos nomes governistas mais alinhados com o presidente na CPI. A favor da cloroquina e do 'tratamento precoce', o senador já protagonizou algumas discussões sobre o assunto.
 
Em quase todas as sessões da CPI da COVID no Senado, quando o senador tem a palavra, ele cita termos como Didier Raoult (chamado nas redes de DJ Raul), o município de Rancho Queimado, Big Pharma, entre outros. 

A ivermectina e a cloroquina não têm eficácia comprovada contra a COVID-19. As únicas medidas contra o vírus são o uso de máscara, álcool em gel e vacinação em massa.
 
É necessário que a população entenda que questionar a eficiência da vacina é um debate infundado e contribui para a desinformação, como avaliam especialistas consultados pelo Estado de Minas. 

O dia da CPI

 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado Federal ouve nesta quarta-feira (22/9) o diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior. 

O requerimento para convocação de Pedro Benedito Júnior foi apresentado por Humberto Costa (PT-PE).

O senador ressalta que a aquisição, distribuição e indução ao uso dos medicamentos como a cloroquina e a hidroxicloroquina, “que compõem com outros medicamentos o chamado kit COVID e a terapêutica do ‘tratamento precoce’ eleita pelo governo federal como política pública para enfrentamento da COVID-19, por diretriz do presidente Jair Bolsonaro, revelam inadequado investimento de recursos públicos em medida sanitária desprovida de respaldo científico”.
 
Segundo Humberto Costa, diversos usuários da Prevent Senior têm procurado os membros da CPI para denunciar essa política. 
 
A comissão havia agendado o depoimento do empresário para a quinta-feira da semana passada, mas foi comunicada pela equipe de advogados que ele se ausentaria por não ter tido tempo suficiente para se programar e estar presente à CPI.

Pedro Benedito Júnior obteve do Supremo Tribunal Federal (STF) habeas corpus que lhe garante o direito constitucional de permanecer em silêncio em questionamentos que possam incriminá-lo. 
 

O que é uma CPI?

As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Leia também:  Entenda como funciona uma CPI


O que a CPI da COVID investiga?

 


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