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caráter das manifestações eram semelhantes
, com críticas às instituições, como Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional, ao sistema eleitoral e com exaltação a Bolsonaro. Diante deste cenário, Barroso subiu o tom contra os atos bolsonaristas e, ponto a ponto, por cerca de 22 minutos, defendeu a democracia e rebateu acusações.
Segundo Barroso, que também é ministro do STF, o Brasil caminha para uma lista de países como Nicarágua, El Salvador, Filipinas e Polônia, com descrédito da democracia sem golpes militares, mas com a ação do atual chefe de Estado. "O populismo arruma inimigos para justificar seu fiasco, ora o comunismo, ora imprensa, ora os tribunais", disse Barroso.
O ministro do STF e presidente do TSE também afirmou que a ditadura não é algo bom e que 'novas gerações são presas fáceis desses autoritários'. Em outro momento, Barroso disse: "O slogan do Brasil: conhecerás a mentira, e a mentira te aprisionará", além de já ter abordado anteriormente que estava ficando 'cansativo' desmentir Bolsonaro e os apoiadores bolsonaristas.
Sobre o sistema eleitoral, Barroso fez longa defesa e disse que contagem manual de votos seria como regredir 'à caneta tinteiro'. "Para maus perdedores, não há remédio na farmacologia jurídica", também disse.
Barroso também chamou as acusações de Bolsonaro de 'retórica vazia' e 'política de palanque'. O ministro colocou que esses atos acontecem em meio a um cenário de fracasso econômico e social.
