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Estado de Minas CPI DA COVID

Em janeiro, governo chamou oferta da Pfizer de 'conquista de marketing'

Em tuíte, governo afirmou que compra de vacinas da Pfizer 'causaria frustração aos brasileiros'. Meses depois, Brasil adquiriu 100 milhões de doses


13/05/2021 19:35 - atualizado 13/05/2021 20:29

A empresa afirma ter começado a negociar com o Brasil em maio do ano passado(foto: Pfizer/Divulgação)
A empresa afirma ter começado a negociar com o Brasil em maio do ano passado (foto: Pfizer/Divulgação)
Na noite dessa quarta-feira (12/5), um avião com 628 mil doses de vacina da Pfizer/BioNtech compradas pelo governo brasileiro chegou ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Foi o terceiro lote de um contrato que prevê 100 milhões de imunizantes para o Brasil. 

Apesar da compra e do grande volume desse lote, o governo Bolsonaro rejeitou várias propostas da farmacêutica no ano passado. Além disso, em nota divulgada no perfil oficial do Twitter, o Ministério da Saúde e o governo do Brasil ironizaram a intenção da empresa. 

Conforme o presidente regional da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, os primeiros contatos com todos os países, para venda das vacinas, ocorreram no mesmo momento, entre maio e junho de 2020.

Ao longo do ano passado, a empresa tentou, sem sucesso, fechar  contratos com o Brasil e até enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a outras autoridades politicas. 
"Nossa oferta de 26 de agosto, como era vinculante, e como estávamos nesse processo com todos os governos (de outros países) tinha validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou", contou Murillo, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, nesta quinta-feira (13/5).
 
O presidente da Pfizer revelou à CPI que a empresa voltou a oferecer as vacinas para o Brasil em novembro, porém também não foram aceitas. 



Era de conhecimento público que o governo federal estava com dificuldades de negociar com a farmacêutica, como revelado pela Pfizer em 7 de janeiro deste ano.

Com uma nota, a empresa disse que ofereceu ao governo brasileiro comprar um lote de 70 milhões de doses da vacina e tentou contato, sem êxito novamente. 

O lado do governo federal


No mesmo mês, no dia 23, o governo federal respondeu à carta no Twitter oficial.

“O Governo Federal/Ministério da Saúde informa que recebeu, sim, a carta do CEO da Pfizer, assim como reuniu-se várias vezes com os seus representantes”, diz o primeiro tuíte de uma sequência de três publicações que terminam com o link da nota oficial. 

“Porém, apesar de todo o poder midiático promovido pelo laboratório, as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”, apontava a publicação.

“Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, finaliza o fio.

Além de afirmar que estava negociando com outras empresas de vacina na época, a nota também diz que “em nenhum momento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde fechou as portas para a Pfizer” e citou dificuldades de transporte e armazenamento da vacina.

Leia a nota oficial completa neste link

Veja a publicação: 



*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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