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Estado de Minas EX-MINISTRO

CPI da COVID: após negativa, Pazuello será ouvido em 19 de maio

A expectativa é de que o ex-ministro fosse ouvido nesta quarta, mas o militar disse ter estado com outros coronéis que teriam sido diagnosticados com o vírus


04/05/2021 17:24 - atualizado 04/05/2021 18:21

General Eduardo Pazuello será ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 em 19 de maio(foto: Agência Brasil)
General Eduardo Pazuello será ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 em 19 de maio (foto: Agência Brasil)

Ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello será ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 em 19 de maio, na próxima quarta-feira. A opção foi determinada em votação simbólica depois de o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), ler o comunicado oficial do Exército sobre o comparecimento do militar, na tarde desta terça-feira (4/5).

A expectativa inicial é de que Pazuello fosse ouvido presencialmente nesta quarta-feira (5), mas o militar afirmou ter estado com outros dois coronéis que teriam sido diagnosticados com o vírus. No comunicado, o ex-ministro da Saúde propõe ser ouvido de forma remota, nesta quarta, ou remarcar o depoimento “para outro momento mais oportuno”. O comunicado foi recebido com desconfiança por parte dos parlamentares. Aziz afirmou que a palavra do comando basta para ele, mas determinou, ato contínuo, a nova data por votação simbólica.
No lugar de Pazuello, quem será ouvido é o ex-ministro Nelson Teich, cujo depoimento, inicialmente marcado para esta terça-feira, após as oitivas do antecessor Luiz Henrique Mandetta, foi remarcado para quarta-feira (5). Do gestor que ficou menos de um mês à frente do Ministério da Saúde é esperado um relato mais curto. O foco deve girar em torno das ações de Teich para trabalhar junto a estados e municípios, já que o médico deixou um protocolo direcionando às medidas de restrição e à flexibilização de acordo com os indicadores de cada localidade.

Outro ponto crucial será a recomendação do uso da cloroquina, já que este assunto foi o principal motivo para que Teich largasse o cargo, após se recusar a assinar um protocolo abrindo o leque do uso do medicamento para tratar pacientes com quadros leves de COVID-19, mesmo sem haver qualquer tipo de eficácia comprovada contra o vírus.


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