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Estado de Minas Sem legenda

Mais uma polêmica: Bolsonaro pode não se filiar ao partido que ele criou

Se o Aliança pelo Brasil sairá do papel não é a única dúvida com relação à legenda.A filiação do presidente Jair Bolsonaro à sigla ainda não é dada como certa


22/11/2020 10:54 - atualizado 22/11/2020 11:45

Presidente Jair Bolsonaro sinaliza que pode mudar de ideia e se filiar a partido qualquer(foto: AFP)
Presidente Jair Bolsonaro sinaliza que pode mudar de ideia e se filiar a partido qualquer (foto: AFP)

A criação do Aliança pelo Brasil não é a única dúvida que persiste sobre o partido. A entrada automática do presidente Jair Bolsonaro é outro enigma. Isso porque ele disse que não pode investir 100% na criação da sigla e admitiu que mantém conversas com outras legendas –– inclusive, um retorno ao PSL não está afastado, assim como a adesão a alguma agremiação que companha o Centrão.

Isso não parece abalar o vice-presidente do Aliança, Luís Felipe Belmonte. Sobre a eventual desistência de Bolsonaro em se juntar à sigla, considera que “a escolha será dele”.

Mas, ao contrário do pai, o filho 03 do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defende que o Aliança fique pronto o quanto antes. No último dia 17, após os resultados do primeiro turno, ele usou as redes sociais para fazer um desabafo e disse que o resultado da eleição municipal não foi o que a direita esperava.

“Formar o Aliança, ou ter um partido verdadeiramente conservador, torna-se a cada dia mais fundamental, seja para o embate nas Casas legislativas, seja para a eleição. Os diferentes grupos e pessoas de direita poderiam estar em maior contato, melhor comunicação e amadurecer para não se enxergarem como adversários nas eleições”, defendeu.

Para a advogada constitucionalista e mestre em direito público pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Vera Chemim, a fragmentação na direita inviabiliza a criação do Aliança e a possibilidade de reeleição de Bolsonaro, a menos que as políticas e ações governamentais direcionadas às regiões Norte e Nordeste venham a sustentar um segundo mandato.

Já o cientista político da Universidade Presbiteriana Mackenzie Rodrigo Prando explica que a criação do Aliança não quer dizer que agregará maciçamente os conservadores ou todo o espectro da direita. “Partidos que saem fortalecidos da eleição municipal têm uma máquina à disposição e têm vereadores e prefeitos a lutar por seus candidatos no plano nacional. Bolsonaro terá que se virar com o Centrão e pensar como chegar forte se o pós-pandemia trouxer uma crise profunda”, alertou.



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