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Estado de Minas ELEIÇÕES 2020

Reeleito com 63% dos votos, Kalil fala em união por Belo Horizonte

Prefeito diz que não está pensando em disputar o governo de Minas em 2022


16/11/2020 04:00 - atualizado 16/11/2020 08:48

Alexandre Kalil:
Alexandre Kalil: "Nem esquerda nem direita, vamos continuar governando para todos" (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)


O prefeito Alexandre Kalil (PSD) está reeleito com 63,36% dos votos válidos. O segundo lugar, ao contrário do que indicavam as pesquisas divulgadas por Ibope e Datafolha, ficou com Bruno Engler (PRTB). O bolsonarista obteve 9,95%. Apontado como possível vice-líder nas projeções, o deputado estadual João Vítor Xavier, do Cidadania, conseguiu 9,22% dos votos e terminou em terceiro. Em quarto ficou a deputada federal Áurea Carolina (Psol), com 8,33%. 

Em todo o país, a apuração dos resultados foi marcada por grande atraso na divulgação dos resultados. Pela primeira vez, a totalização foi centralizada em um sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A demora foi tão grande que, por volta das 21h15, a base de dados da Justiça Eleitoral apontava que apenas 12,01% das urnas instaladas na capital mineira haviam sido apuradas. A conclusão da apuração ocorreu já no início da madrugada de hoje, mais de sete horas após o fechamento das seções eleitorais.

O novo vice-prefeito de Belo Horizonte é Fuad Noman, também do PSD. Ele substituirá Paulo Lamac, da Rede Sustentabilidade. Além dos dois partidos, a coligação liderada por Kalil, chamada “Coragem e Trabalho”, contou com os apoios de MDB, PP, PV, DC, Avante e PDT. A chapa assume no primeiro dia de janeiro do próximo ano.  Legendas que, historicamente, têm boas votações nos pleitos belo-horizontinos, PT e PSDB amargaram o bloco intermediário da classificação da disputa, que teve 15 chapas. Ex-ministro de Lula, o petista Nilmário Miranda terminou em sexto, com 1,88% da preferência do eleitorado que escolheu um candidato. A tucana Luisa Barreto, servidora de carreira da Secretaria de Estado de Planejamento em Gestão, ficou na sétima posição – recebeu 1,39% dos votos.

A Câmara Municipal elegeu, pela primeira vez na história, uma mulher transexual. Professora e filiada ao PDT, Duda Salabert foi escolhida por mais de 37.613 eleitores – a maior votação já vista em um pleito para o Legislativo municipal. O segundo colocado foi Nikolas Ferreira (PRTB). De bandeiras antagônicas, Duda é progressista; o cristão e conservador teve a preferência de 29.388 eleitores. Dos 41 vereadores em exercício, apenas 17 conseguiram a prorrogação de seus mandatos. O PSD, de Kalil, foi o partido de maior sucesso na eleição parlamentar: conquistou seis vagas. O PP, por sua vez, fez 4. Novo, Avante e PDT conquistaram três.

CAPITAIS

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos) se enfrentarão novamente em 29 de novembro, no 2° turno. Em São Paulo, o duelo será entre Bruno Covas, do PSDB, e Guilherme Boulos, do Psol. Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB) vão ao returno em Porto Alegre. Em Pernambuco, a capital Recife terá disputa familiar: primos, João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) se classificaram para a segunda votação.

A primeira capital a concluir a apuração foi Florianópolis (SC), em torno das 20h. Gean Loureiro, do Democratas, foi reeleito com 53,46% dos votos válidos. O segundo colocado, Professor Elson (Psol), conseguiu 18,13%. Em Minas, a primeira a ter resultados oficiais, às 19h, foi Pedrinópolis, no Alto Paranaíba. O município de 3.548 habitantes escolheu Rafael Ferreira (PSDB), de 40 anos. Com 54,21%, ele derrotou o atual prefeito, Gundim (PSDB), que ficou com 45,79%.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofreu grande derrota em São Paulo, onde Celso Russomanno (Republicanos), postulante apoiado por ele, ficou fora do segundo turno, mesmo após liderar as pesquisas em parte da corrida. Na capital pernambucana, Delegada Patrícia (PSD), que caiu nos levantamentos prévios após ganhar a adesão de Bolsonaro, também perdeu. Em BH, o “queridinho” dele, Bruno Engler, surpreendeu com a vice-liderança. Bolsonaro se concentra, agora, no segundo turno carioca, com Crivella.

TSE EXPLICA ATRASO

Durante a noite, o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, explicou que um problema nos servidores da corte eleitoral comprometeu a tradicional velocidade na contabilização dos votos. “O problema foi exclusivamente aqui no TSE. Os dados chegaram totalmente íntegros dos tribunais regionais para a totalização. Apenas o processo de somar as mais de 400 mil seções é que ficou extremamente lento em razão de um dos processadores ter sofrido um problema técnico", garantiu. Ele confirmou que hackers tentaram invadir o sistema eleitoral na manhã de ontem. O ataque, contudo, foi instantaneamente repelido.

RESULTADO FINAL

Alexandre Kalil (PSD) 63,36%
Bruno Engler (PRTB) 9,95%
João Vítor Xavier (Cidadania) 9,22%
Áurea Carolina (Psol) 8,33%
Rodrigo Paiva (Novo) 3,63%
Nilmário Miranda (PT) 1,88%
Luisa Barreto (PSDB) 1,39%
Wendel Mesquita (Solidariedade) 0,75%
Lafayette Andrada (Republicanos) 0,59%
Marcelo Souza e Silva (Patriota) 0,33%
Fabiano Cazeca (Pros) 0,20%
Wadson Ribeiro (PCdoB) 0,18%
Wanderson Rocha (PSTU) 0,07%
Cabo Xavier (PMB) 0,07%
Marília Domingues (PCO) 0,03%
Votos válidos (1.237.764) 88,88%
Nulos (95.575) 6,86%
Brancos (59.212) 4,26%
Abstenção 28,34%


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