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Estado de Minas POLÍTICA

Bolsonaro cita hidroxicloroquina em tratamento e ignora falta de comprovação: 'E daí?'

Presidente disse que 200 servidores tomaram o medicamento e não tiveram complicações por causa da COVID-19


24/09/2020 21:04 - atualizado 24/09/2020 21:23

Bolsonaro durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta(foto: Reprodução/Facebook Jair Messias Bolsonaro)
Bolsonaro durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta (foto: Reprodução/Facebook Jair Messias Bolsonaro)
Adepto à hidroxicloroquina desde o início da pandemia do novo coronavírus, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar do medicamento durante uma live pelo Facebook nesta quinta-feira (24). O governante disse, sem citar nomes ou maiores referências, que “alguns estudos” já dão a substância como eficaz no combate à COVID-19, e usou um caso de contaminação do prédio presidencial em Brasília para dizer que a substância é eficiente.

“A questão da tão falada hidroxicloroquina, agora se chega à conclusão que, alguns estudos já, e por experiência, comprovação né, que a hidroxicloroquina realmente salva vidas. Olha uma coincidência, o prédio que eu trabalho, da Presidência da República, mais de 200 pegaram o vírus. Acredita que quase todos ali, informações que tenho, que foram consultados pelos médicos da presidência, tomaram a hidroxicloroquina e ninguém sequer foi hospitalizado? É uma coisa que, pela observação, deu certo”, começou.

Na sequência, Bolsonaro atacou críticos e médicos que pediram cautela quanto ao medicamento. Especialistas e cientistas de diversas áreas do mundo ainda indicam que a cloroquina e seus derivados, como o sulfato de hidroxicloroquina, ainda não tiveram a eficácia comprovada contra o coronavírus. Além disso, o composto pode causar efeitos diversos ao paciente.

“Agora vem aquela historinha do passado: ‘Ah, não tem comprovação científica’. Porra, e daí? Tá certo? Olha o ‘e daí’ de novo aí né, que não tinha. Qual alternativa? Não tinha alternativa, toma hidroxicloroquina ou não toma nada. Quem não tomou, e de acordo com idade, comorbidade, não tomou na fase inicial, foram hospitalizados, intubados, e outros, infelizmente, perderam suas vidas”, completou.

O Brasil chegou a um total de 139.808 mortes e 4.657.702 casos oficialmente confirmados de COVID-19, segundo o boletim do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) desta quinta-feira (24/9). Desse total, foram registrados nas últimas 24 horas 831 óbitos e 32.817 novos casos da doença.

O estado com o maior número de óbitos é São Paulo (34.677), seguido por Rio de Janeiro (18.037) e Ceará (8.882). Minas Gerais registrou no balanço mais recente 278.901 casos, além de 6.983 mortes. Nas últimas 24 horas, foram 2.587 novos infectados e 86 óbitos. 


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