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Estado de Minas 'RACHA'?

Com candidatura suspensa, nome do Novo em SP diz que Zema é o 'verdadeiro líder' do partido

Empresário Filipe Sabará não poupou críticas ao fundador do partido, João Amoêdo


24/09/2020 14:49 - atualizado 25/09/2020 09:05

Filipe Sabará disse que Romeu Zema (foto) é o 'verdadeiro líder' do partido Novo.(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Filipe Sabará disse que Romeu Zema (foto) é o 'verdadeiro líder' do partido Novo. (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Filipe Sabará (Novo) teve sua candidatura a prefeito de São Paulo suspensa pelo partido. À Folha de S. Paulo, ele disse que a decisão foi tomada, sobretudo, por suas declarações simpáticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sabará criticou o fundador nacional da legenda, João Amoêdo, e afirmou que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é o ‘verdadeiro líder’ da sigla.

"Ele (Amoêdo) quer antagonizar com o Bolsonaro o tempo todo. Nunca elogia, apenas critica. O Zema é o verdadeiro líder do partido Novo. Ele é o Novo na prática. O Amoêdo fez um excelente trabalho fundando o partido. Mas parece que depois se perdeu", disparou.

Sabará classifica a gestão Bolsonaro como melhor que a do governador paulista, João Doria (PSDB). A opinião, diz ele, desagrada Amoêdo.

"Ele não aceita conversar. Está me perseguindo por eu não falar exatamente as coisas que ele quer. Falei que o Bolsonaro é melhor que o Doria. E também por eu ser uma pessoa de direita, conservador nos costumes e liberal na economia", afirmou.

Ainda conforme Sabará, Amôedo está descontente com a ascensão, dentro do Novo, de correntes simpáticas a Bolsonaro. No grupo, além dele próprio, está Zema.

Isso, segundo o empresário, que foi secretário de Doria durante a passagem do tucano pela prefeitura da capital paulista, pode trazer dificuldades a uma possível candidatura de Amoêdo ao Palácio do Planalto em 2022.

O Estado de Minas procurou a assessoria do governador Zema para comentar as declarações dadas por Sabará. Este espaço está aberto para a manifestação do chefe do Executivo mineiro.

Patrimônio sobe de R$ 15 mil para R$ 5 milhões


A oficialização do afastamento de Sabará do partido ocorreu nessa quarta-feira (23). Internamente, ele vinha sendo criticado, sobretudo, por incongruências na declaração de patrimônio apresentada à Justiça Eleitoral. A suspensão, determinada pela Comissão de Ética do Novo, não teve os motivos divulgados.

Inicialmente, Sabará declarou possuir R$ 15 mil em bens. Questionado, se retratou e enviou novos dados, comprovando que tem R$ 5 milhões em bens.


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