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Estado de Minas ELEIÇÕES

Saiba qual é o patrimônio dos candidatos a prefeito de Belo Horizonte

Metade das candidaturas ao Executivo da capital ainda não foi registrada no TRE


24/09/2020 04:00 - atualizado 24/09/2020 07:12

Sede da Prefeitura de Belo Horizonte: metade dos candidatos ainda não foram registrados na Justiça Eleitoral(foto: JAIR AMARAL/EM/D.A/PRESS - 4/7/18)
Sede da Prefeitura de Belo Horizonte: metade dos candidatos ainda não foram registrados na Justiça Eleitoral (foto: JAIR AMARAL/EM/D.A/PRESS - 4/7/18)


A Justiça Eleitoral recebe, até o início da noite de sábado, os documentos para a oficialização de candidaturas às eleições municipais deste ano. Até as 19h30 de ontem, oito dos 16 confirmados na disputa à Prefeitura de Belo Horizonte pelas convenções partidárias já haviam protocolado o pedido de registro. Agora, Alexandre Kalil (PSD), Áurea Carolina (Psol), Fabiano Cazeca (Pros), Luisa Barreto (PSDB), Marcelo de Souza e Silva (Patriota), Nilmário Miranda (PT), Rodrigo Paiva (Novo) e Wadson Ribeiro (PCdoB) aguardam o aval dos promotores eleitorais. Ontem, Luisa e Wadson registraram suas chapas.

Bruno Engler (PRTB), Cabo Xavier (PMB), Igor Timo (Podemos), João Vítor Xavier (Cidadania), Lafayette Andrada (Republicanos), Marília Domingues (PCO), Professor Wendel Mesquita (Solidariedade) e Wanderson Rocha (PSTU) foram confirmados de forma oficial por suas legendas, mas ainda não oficializaram as candidaturas junto à Justiça. Minas Gerais tem, ao todo, 304 promotores para julgar informações e documentos apresentados pelos que pretendem participar do pleito.

Dos oito candidatos que já aguardam o julgamento de suas chapas, apenas Kalil, Cazeca e Áurea formaram coligações. O restante concorrerá por meio de chapas ‘puro-sangue’. O prefeito tem o apoio de MDB, DC, PP, PV, Rede, Avante e PDT. O vice, contudo, também é pessedista: Fuad Noman, ex-secretário municipal de Fazenda. Cazeca, por sua vez, viu o Pros firmar acordo com o PTC. Coube ao aliado indicar a médica Paula Aparecida Gomes para compor a parceria. Deputada federal, a pessolista terá a companhia de Leonardo Péricles, da Unidade Popular. A coligação tem, ainda, o PCB.

A coligação de Áurea recebeu o nome de “Frente de esquerda BH em movimento”. O grupo de Kalil foi batizado como “Coragem e trabalho”. Já a parceria de Fabiano Cazeca fará campanha sob o lema “A competência que BH precisa”.

OS NOVOS REGISTRADOS

O vice de Luisa Barreto é Juvenal Araújo, ligado ao Tucanafro, braço do partido que milita em causas do povo negro. Wadson, por seu turno, aposta em Kátia Vergílio, de trajetória na luta por moradia em Belo Horizonte. Na semana passada, ele revelou ao Estado de Minas que os comunistas chegaram a negociar composições com outras legendas à esquerda. A impossibilidade de formar coligação para a eleição legislativa, contudo, freou as tratativas.

Servidora pública federal, Luisa Barreto, declarou ter R$ 137.886,65 em bens. A quantia está dividida entre percentuais de uma empresa, aplicações financeiras, imóveis e um terreno. Wadson, de 44 anos, é administrador e possui R$ 572.712,64. Entre os bens listados por ele estão apartamento, carro, previdência privada e caderneta de poupança.

Ex-secretária-adjunta de Planejamento e Gestão do governo de Romeu Zema (Novo), a tucana deixou o Executivo estadual para disputar a eleição deste ano. Durante parte da gestão de Fernando Pimentel (PT) no governo estadual, Wadson foi secretário de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais. Esteve, também, como secretário-executivo do Ministério do Esporte do governo Lula. Em período da legislatura passada, ocupou cadeira na Câmara dos Deputados.

Quanto aos registrados antes de ontem, Áurea Carolina declarou ter R$ 30.281,85, divididos em conta bancária, poupança e fundo de investimentos. Entre porcentagens de empresas e um terreno, Fabiano Cazeca soma R$ 5.514.150 em patrimônio. Veículos, lojas, imóveis e participação em empreendimento fazem Alexandre Kalil dispor de R$ 3.689.634,19. Marcelo Souza e Silva tem R$ 242.426,63, por meio de quotas de capital, depósito, imóveis e depósito bancário. Nilmário Miranda, R$ 1.238.550,41, entre ações, apartamento, veículo e dinheiro em conta. Depósitos, ações, fundo de investimento, terrenos, imóvel e veículo compõem os R$ 934.037,07 de Rodrigo Paiva.

VELHOS ROSTOS

Também por volta das 19h30 de ontem, a base de dados do TSE tinha 728 candidaturas à Câmara Municipal de Belo Horizonte aguardando julgamento. Das lideranças comunitárias aos candidatos pitorescos, já constam nomes conhecidos do eleitorado mineiro, como Adriana Buzelin (PV), vice-candidata de Adalclever Lopes (MDB) na chapa que concorreu ao governo estadual dois anos atrás.

Quem também tenta voltar ao Legislativo estadual é a ex-vereadora Elaine Matozinhos (PTB), segunda suplente de Itamar Franco (PPS) em 2010, no último pleito disputado — e vencido por ele. Parlamentar municipal entre 2004 e 2008, Balbino da Ambulância (PP) também já registrou sua candidatura. O mesmo vale para Neila Batista (PT), outra que deseja retornar à Câmara.

PATRIMÔNIO DECLARADO

Candidaturas já registradas na Justiça Eleitoral

R$ 3.689.634,19
Alexandre Kalil (PSD)

R$ 30.281,85
Áurea Carolina (Psol)

R$ 5.514.150
Fabiano Cazeca (Pros)

R$ 137.886,65
Luisa Barreto (PSDB)

R$ 242.426,63
Marcelo de Souza (Patriota)

R$ 1.238.550,41
Nilmário Miranda (PT)

R$ 934.037,07
Rodrigo Paiva (Novo)

R$ 572.712,64
Wadson Ribeiro (PCdoB)


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