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Estado de Minas Encontro

Bolsonaro discute volta ao PSL em reunião com deputados da sigla

Em live no dia 13, presidente disse que tem mantido conversas com outros partidos e considerou também retornar para a antiga legenda


26/08/2020 19:06 - atualizado 26/08/2020 19:24

Sem partido desde a saída tumultuada do PSL, Bolsonaro tentou criar o Aliança pelo Brasil, mas ainda não conseguiu(foto: Romério Cunha/PR)
Sem partido desde a saída tumultuada do PSL, Bolsonaro tentou criar o Aliança pelo Brasil, mas ainda não conseguiu (foto: Romério Cunha/PR)

O presidente Jair Bolsonaro se reunirá nesta quarta feira (26) com deputados do PSL. Entre as pautas, está a possibilidade de retorno do chefe do Executivo à sigla. Em live no dia 13, Bolsonaro afirmou que não poderia investir 100% na criação do partido “Aliança pelo Brasil”. O mandatário disse que tem mantido conversas com outros partidos e considerou retornar para a antiga legenda, o PSL.

"Eu recebi outros convites. Três partidos me convidaram para conversar. Um foi o (PTB, de) Roberto Jefferson. Tem mais dois partidos também. Já conversei com os presidentes desses dois outros partidos. Tem uma quarta hipótese aí né, o PSL também, alguns sinalizaram. É sinalização apenas de uma reconciliação. A gente bota as condições na mesa de reconciliar, eles botam de lá para cá também", apontou, na data.

O presidente comentou também sobre a dificuldade de formar um novo partido. O Aliança ainda não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para o registro.

"É difícil formar um partido, não é impossível, mas é difícil. Uma burocracia enorme. A pandemia atrasou. Passa na ponta da linha pelo TSE, e a gente sabe como é o comportamento de alguns ministros no tocante a novos partidos. Então, não posso investir 100% no Aliança, em que pese o esforço de muita gente pelo Brasil. Tenho que olhar outros partidos”, declarou.

Bolsonaro disse ainda que esperava que o partido ficasse pronto neste ano para concorrer às eleições municipais. Segundo o chefe do Executivo, caso fique acertada a volta ao PSL, será feita uma justificativa aos eleitores. Bolsonaro destacou também que não é possível ter um partido “nota 10”.

'Vergonha na cara'


 No entanto, o senador Major Olímpio e a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) já se manifestaram contra o movimento de reaproximação.

“Se a maioria tiver vergonha na cara, não aceita. Se o PSL quiser mesmo lutar contra a corrupção, não é com Bolsonaro”, escreveu o senador nas redes sociais na semana passada.

Em outra ocasião, ele disse ter sentido "vontade de vomitar" diante da reaproximação do presidente com a legenda. 

 

Já a deputada Joice Hasselmann afirmou que “O PSL não está à venda e não participará do 'tomá-la-da-cá' do governo”.


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