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Estado de Minas POLÍTICA

Lava-Jato diz que interferir em investigações é ato da 'mais elevada gravidade'

Procuradores entendem que a escolha de pessoas para cargos na estrutura do governo não pode servir para interferência


postado em 24/04/2020 14:17 / atualizado em 24/04/2020 15:02

Ex-juiz disse que Jair Bolsonaro queria ter informações sigilosas da investigação da Polícia Federal(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Ex-juiz disse que Jair Bolsonaro queria ter informações sigilosas da investigação da Polícia Federal (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A força-tarefa da Lava-Jato no Paraná afirmou que as declarações do ex-ministro Sérgio Moro sobre tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro são atos "da mais elevada gravidade" e que é "inconcebível" o acesso do Planalto a informações sigilosas.

"A tentativa de nomeação de autoridades para interferir em determinadas investigações é ato da mais elevada gravidade e abre espaço para a obstrução do trabalho contra a corrupção e outros crimes praticados por poderosos, colocando em risco todo o sistema anticorrupção brasileiro", afirma a Lava Jato.

De acordo com os procuradores, a escolha de pessoas para cargos na estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal não pode servir "para interferência político-partidária nas investigações e processos".

"É inconcebível que o presidente da República tenha acesso a informações sigilosas ou que interfira em investigações", afirma a força-tarefa.

Ao anunciar sua demissão do governo federal, Moro criticou a insistência do presidente Jair Bolsonaro para a troca do comando da Polícia Federal, sem apresentar razões aceitáveis. O ex-juíz da Lava-Jato também disse que o presidente queria ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência da PF.


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